Simões diz ter vergonha do STF e defende processos contra ministros
Candidato à reeleição, governador afirmou que magistrados devem ser investigados, sofrer impeachment e renunciar
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O governador Mateus Simões (PSD), que disputa a reeleição, afirmou ter vergonha do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou ministros e defendeu que os magistrados renunciem ao cargo, sejam submetidos a processos de impeachment e processados. As declarações foram feitas durante sabatina promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela Rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (23/9).
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Na sabatina, o governador afirmou que “o Supremo perdeu completamente o seu papel na sociedade”. Na visão dele, em contexto de sociedade com grande influência de mídias sociais, “o Supremo, que deveria se conservar fora delas, virou mais um ator ‘tiktoker’ produtor de conteúdos sofríveis, se misturando com o Legislativo e o Executivo de uma forma de promiscuidade repreensível em qualquer ângulo”.
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Simões defendeu que os ministros que estão envolvidos com o Banco Master nas investigações da Polícia Federal deveriam ter a “dignidade de renunciar aos seus cargos para a gente evitar uma exposição exagerada da própria instituição que eles deveriam representar”.
O governador afirmou ainda que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não têm "condições de continuar à frente de qualquer processo no Brasil”, enquanto Gilmar Mendes, “apesar de ser uma mente jurídica brilhante, também perdeu completamente os limites”.
Para ele, a solução seria se os magistrados saíssem dos cargos, de forma voluntária ou através de processos investigativos. “Sinceramente, a essa altura, os crimes praticados por eles são tantos que eu nem acho mais que é uma questão de impeachment. Eles deveriam ser processados e investigados criminalmente e perderem os seus cargos em virtude das condenações criminais”, declarou.
No entanto, Simões, que é professor de Direito, ressaltou que a estrutura do Supremo é tão fechada que é difícil uma investigação que resulte na perda do mandato e no impeachment, que é uma medida política. “Uma pena, porque a gente não deveria chegar nesse ponto”, comentou.
Apesar de não citá-lo inicialmente, questionado pela colunista Bela Megale, de O Globo, Simões afirmou que o ministro Kassio Nunes Marques também deveria ser investigado. “As denúncias contra o ministro Kassio têm a mesma gravidade das denúncias contra o ministro Gilmar. Na minha leitura, os problemas envolvendo o Master dos dois são muito parecidos e os dois têm que ter o mesmo tratamento”
Reforma no Judiciário
Ainda na entrevista, o candidato à reeleição defendeu uma reforma no Judiciário, uma vez que “está desequilibrando os tribunais para baixo, que vão se sentir nos mesmos tipos de direitos absurdos”.
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Para Simões, a idade mínima de 60 anos deveria ser um dos pré-requisitos para a entrada no STF, além de um limite de 15 anos de permanência no cargo e de uma mudança na forma de escolha dos ministros, sem indicações por apadrinhamento. Segundo ele, não deveria haver um modelo baseado na nomeação de aliados para o Supremo. “Esse negócio de você ficar nomeando seus advogados e amigos pro Supremo tá passando o limite”, criticou o candidato.