Lula chama Bolsonaro de mequetrefe: Meu nome é trabalho, apelido hora extra
Em entrevista, presidente comparou sua rotina de trabalho à do antecessor e criticou a atuação de Jair Bolsonaro durante o governo
compartilhe
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado após derrota nas urnas, de ser um “mequetrefe” e de trabalhar com "gabinete do ódio", enquanto “seu nome é trabalho e apelido, hora extra”.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16/9). Na ocasião, ele descreveu que sua rotina inclui “levantar às 5h da manhã, fazer duas horas de ginástica e trabalhar, chegar aqui [em casa] às 8h ou 9h da noite”.
Segundo ele, essa rotina é feita quando não está viajando, uma vez que, quando viaja, “a gente até chega às meia-noite, às 8h da manhã”, com refeições feitas ainda no avião.
Leia Mais
“É uma vida ocupada, não tem mole. Aquele mequetrefe que governava antes de mim, ele ficava aqui dentro, estava fazendo o 'gabinete do ódio' aqui, saía ali no chiqueirinho para dar uma entrevista, falava mal de alguém e voltava pra aqui dentro. Eu não, meu nome é ‘trabalho’ e o apelido é ‘hora extra’”.
- ‘Ministro do Supremo não pode querer ficar rico’, diz Lula
- Lula ignora julgamento sobre Moraes no STF em cerimônia no Planalto
Na mesma entrevista, Lula acusou o senador, candidato à Presidência e filho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de querer “pegar” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por causa da prisão do pai e de outros investigados pela tentativa de golpe de janeiro de 2023. Ele ainda afirmou que não tem culpa pela presença de Moraes, André Mendonça e Kassio Nunes Marques na Corte e atribuiu ao senador a participação nas indicações dos ministros.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O presidente também rebateu acusações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Lula defendeu que as relações sejam investigadas e afirmou que Flávio Bolsonaro teria ligação com o empresário por manter a sede da Bravo Grafeno no mesmo endereço de empresas ligadas ao lobista.