Lula diz que ‘todo mundo se junta pra derrotar o PT’
Em entrevista, presidente afirmou que o antipetismo dificulta vitórias do partido e criticou a polarização no cenário político brasileiro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16/9) que o antipetismo é um dos principais fatores que dificultam as vitórias do partido nas eleições e disse que, atualmente, adversários políticos se unem para derrotar o PT. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Desce a Letra.
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Lula afirmou que o partido enfrenta um cenário diferente do de eleições anteriores, quando, segundo ele, havia rivalidade entre as legendas, mas não o mesmo nível de polarização. Para o presidente, a política brasileira passou a ser marcada pelo “ódio” e pela disseminação de “mentira 24 horas por dia”.
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“Hoje, todo mundo se junta pra derrotar o PT. Porque o PT virou a grande referência política desse país”, afirmou.
O presidente também citou o crescimento da extrema-direita como uma característica do atual cenário político mundial. Segundo Lula, esse movimento tem influência em diferentes regiões, como Ásia, América Latina e Europa.
Ao falar sobre as eleições em São Paulo, Lula afirmou que o PT não consegue vencer no estado principalmente por causa do antipetismo. “Não é porque os nossos adversários pessoalmente têm mais voto do que nós. É muito mais pelo antipetismo”, disse.
Lula também destacou a permanência do PT no cenário eleitoral e citou seus próprios mandatos como exemplo da força do partido nas urnas.
Lula cita Flávio, ministros do STF e Lulinha
Na mesma ocasião, Lula acusou o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de querer “pegar” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por causa da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros investigados. Ele ainda afirmou que não tem culpa pela presença de Moraes, André Mendonça e Kassio Nunes Marques na Corte e atribuiu ao senador a participação nas indicações dos ministros.
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O presidente também rebateu acusações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Lula defendeu que as relações sejam investigadas e afirmou que Flávio Bolsonaro teria ligação com o empresário por manter a sede da Bravo Grafeno no mesmo endereço de empresas ligadas ao lobista.