Dark Horse: O que Mário Frias já disse sobre o dinheiro do filme
Do 'nem um centavo' de banqueiro a 'diferença de interpretação': relembre as declarações do deputado sobre os recursos do filme de Bolsonaro
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O deputado federal Mário Frias (PL-SP), alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10/9), já deu diferentes versões sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Como produtor executivo do filme, Frias já disse que a produção não teve 'nem um centavo' de banqueiro Daniel Vorcaro, e chegou a afirmar que houve 'diferença de interpretação' quando foi revelado que o dono do Banco Master destinou R$ 134 milhões para o longa.
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No dia 13/5, a produtora Goup Entertainment afirmou “categoricamente” que nenhum dos investidores da obra tinha relação com Vorcaro, o Banco Master ou empresas sob controle do empresário.
No mesmo dia, o deputado, que atua como produtor executivo do filme e foi secretário especial de Cultura durante o governo Bolsonaro, reforçou o posicionamento nas redes sociais.
"Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco", escreveu o parlamentar em nota publicada em seu perfil no X (antigo Twitter).
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
— MarioFrias 2208 (@mfriasoficial) May 13, 2026
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e,…
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No dia seguinte (14/5), o deputado admitiu que Vorcaro destinou dinheiro para a cinebiografia de Bolsonaro. Frias afirmou que não houve contradição, mas uma “diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”. Segundo ele, o relacionamento jurídico para o filme foi firmado com a Entre Investimentos e Participações, e não diretamente com Vorcaro ou o Banco Master.
"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", disse.
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
— MarioFrias 2208 (@mfriasoficial) May 15, 2026
Quando afirmei anteriormente…
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
Quando afirmei anteriormente…
— MarioFrias 2208 (@mfriasoficial) May 15, 2026 " target="_blank">
O senador Flávio Bolsonaro também reconheceu a busca por patrocínio privado para a produção. Ele afirmou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024 e o procurado novamente após atrasos no pagamento de parcelas destinadas à conclusão da obra.
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Apuração no STF
Também em maio, a defesa de Mário Frias pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de uma apuração sobre suposto direcionamento de emendas parlamentares para a produção do filme. A investigação teve início após uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Advogados do parlamentar afirmam que ele repassou R$ 2 milhões por meio de duas emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem a mesma pessoa no comando da produtora Go Up Entertainment. A defesa sustenta que a verba tinha como destino projetos de inclusão digital e empreendedorismo, e não foi redirecionada para o filme. Nesta quinta-feira
A petição argumenta que a acusação de que os recursos foram “triangulados” é falsa e que não se tratava de “emendas pix”, pois tinham finalidade definida. A defesa também anexou uma nota técnica da Câmara dos Deputados que não identificou irregularidades na apresentação das emendas.
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As apurações sobre o filme ganharam força após o site “The Intercept Brasil” publicar um áudio. Na gravação, Flávio Bolsonaro cobra de Daniel Vorcaro parcelas atrasadas de um patrocínio de R$ 134 milhões, alegando precisar honrar compromissos, como o pagamento de atores internacionais.