As trapalhadas dos irmãos Bolsonaro durante as novas fases da crise do Master

Após negar vínculos com Daniel Vorcaro, Flávio admitiu encontros e possíveis novos registros, enquanto Eduardo reconheceu participação formal na gestão financeira do filme, depois de negar

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A crise provocada pelas revelações do The Intercept Brasil levou Flávio e Eduardo Bolsonaro a ajustarem, quase que em sequência, as versões apresentadas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. O caso envolve repasses de ao menos R$ 61 milhões atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e expôs divergências entre as primeiras negativas públicas e as explicações apresentadas nas horas seguintes.

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Flávio Bolsonaro sustentou inicialmente que não mantinha relação relevante com Vorcaro. Depois da divulgação de áudios, mensagens e comprovantes, passou a reconhecer que procurou o banqueiro para captar recursos privados para a produção da película e admitiu que outros registros de contato ainda podem surgir. Em entrevista recente, o senador afirmou que “pode vazar um videozinho” ou imagens de encontros com Vorcaro, mas insistiu que todas as conversas trataram exclusivamente do filme. Até então, Flávio negava conhecer ou se relacionar com o banqueiro. O senador pediu desculpas por ter negado anteriormente o vínculo e justificou a conduta pelo receio de exploração política do episódio.

Os tropeços também têm marcado o posicionamento de Eduardo Bolsonaro. Ele havia negado ter sido gestor ou ter tido acesso aos recursos do banqueiro por meio de um fundo. Segundo um vídeo publicado na internet, o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado a Vorcaro. Na ocasião, era ventilada a tese do ex-deputado ter recebido recursos desse tipo, uma vez que a verba foi direcionada para o Texas, nos Estados Unidos, onde Eduardo vive atualmente.

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Nesta sexta-feira, 15, documentos obtidos pelo Intercept mostraram que o filho “03” assinou contrato como produtor-executivo do Dark Horse ao lado do deputado Mario Frias, com atribuições ligadas ao orçamento, à gestão financeira e à captação de investidores. Conforme a reportagem, o contrato sobre a produção do filme foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024, quase um ano antes de Flávio procurar Vorcaro para conseguir a quantia milionária para o filme.  Durante o período, Eduardo afirmou que investiu cerca de R$ 350 mil de recursos próprios na fase inicial do projeto e que, posteriormente, a produção passou a contar com aportes de patrocinadores privados, incluindo o banqueiro que está preso na Polícia Federal.

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