DARK HORSE

Caiado cobra Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro: ‘Brasil continua esperando’

Em maio, foram divulgados áudios em que Flávio Bolsonaro cobrou R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para o custeamento do longa Dark Horse

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O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) cobrou explicações do senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) sobre o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado por fraudes bilionárias, para produção do filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.

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A produção do filme está incluída nas investigações de fraudes financeiras do Banco Master, então gerido pelo empresário Daniel Vorcaro, que citou negociações de custeamento do longa em proposta de delação premiada. Nela, o ex-banqueiro citou Flávio e repasses feitos ao filme, que totalizaram R$ 61 milhões. Em maio, o site The Intercept Brasil divulgou áudios em que o presidenciável cobrou R$ 134 milhões do banqueiro para o custeamento do longa. Nesta sexta-feira (21/8), completam-se 100 dias da publicação da gravação.

Em publicação no X (antigo Twitter), Caiado ironizou a demora pelas explicações e disse que “parece que estão fazendo a conta no papel de pão ou contando nos dedos” para justificar os valores recebidos.

“O Brasil continua esperando a prestação de contas que o Flávio prometeu entregar depois de admitir o que negava... que pediu e recebeu uma dinheirama do Vorcaro. Pela demora, parece até que tão fazendo a conta no papel de pão ou contando nos dedos. Alguém aí acredita que essa conta fecha?”, escreveu.

Após a divulgação das mensagens, Flávio confirmou ter recebido o dinheiro de Vorcaro, mas negou ter sido beneficiado diretamente com os valores milionários. Segundo ele, “o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, sem envolvimento de dinheiro público ou utilização da Lei Rouanet. A produtora do filme, porém, negou que recebeu o dinheiro.

Desde então, o candidato se envolveu em uma crise no Partido, que incluiu um estranhamento na relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que afirmou que havia sido humilhada pelo enteado durante uma conversa telefônica. Em vídeo publicado nas redes, ela disse que os dois romperam relações no fim de 2025 por divergências sobre a articulação do partido no Ceará. Flávio negou as acusações e afirmou que "jamais humilhou uma mulher na vida". As investigações relacionadas ao Master se mantiveram sob responsabilidade da Polícia Federal e saíram de evidência.

Esta foi mais uma das provocações feitas pelo goiano ao “filho 01” de Jair Bolsonaro. No último mês, o senador leu uma carta escrita pelo pai em que ele o indicava como seu candidato ao Palácio do Planalto e o ex-governador ironizou o ato dizendo que Flávio “leu carta do pai para dizer que está pronto". Ele também já chamou o senador de “candidato kinder ovo, uma surpresinha todo dia”.

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Já no início de agosto, ele criticou a escolha da chapa do PL do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para ser candidato a vice-presidente, afirmando que a chapa foi montada no “puro pragmatismo e desgaste na Justiça” e que “hipocrisia tem limite”. Segundo o goiano, a indicação de Gaspar indica “o grupo do Flávio tem de mais manchado na praça... contradição, denúncias e embates jurídicos”. Gaspar é alvo de um pedido da PF de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto estupro de vulnerável.

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