O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) ironizou, nessa quinta-feira (23/7), a reconciliação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais, o ex-governador de Goiás comparou o episódio ao extinto programa Casos de Família, do SBT, e afirmou que, enquanto adversários resolvem "questões internas", segue trabalhando em um projeto para o país.
"Enquanto uma família que conhecemos resolve questões internas como se estivesse em um episódio do programa 'Casos de Família', eu sigo trabalhando para construir um projeto de futuro que nos liberte, de uma vez por todas, das garras do PT e de qualquer outro projeto ideológico", escreveu Caiado no X (antigo Twitter) logo após Michelle e Flávio tornarem público a reconciliação.
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Ontem, o senador divulgou um vídeo com um novo pedido público de desculpas à madrasta. Michelle respondeu em outra gravação, afirmando que aceitou o gesto e defendendo a união do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O desentendimento entre os dois veio a público em 24 de junho, quando Michelle acusou Flávio de tê-la humilhado e maltratado em meio a divergências sobre o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes no Ceará.
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No dia seguinte, o senador divulgou um primeiro pedido de desculpas, rejeitado pela ex-primeira-dama. Paralelamente, também anunciou um pacote de propostas voltadas ao público feminino durante a crise.
Durante participação em um evento na Comunidade das Nações, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília, Michelle afirmou ao Correio Braziliense que o gesto representa um passo importante para reconstruir a relação entre os dois.
"É sempre bom. A reconciliação deixa o nosso coração em paz, deixa o nosso coração livre para que a gente possa reconstruir uma nova relação. Só quem ganha é o Brasil e a nossa família", disse.
Convenção do PL
A reconciliação ocorre poucos dias antes da convenção nacional do PL, marcada para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A ausência de Michelle no evento é vista por aliados como um fator que pode prejudicar a campanha eleitoral. No entanto, a ex-primeira-dama Michelle ponderou que há grandes chances de não participar da convenção, marcada para este sábado (25/7), em São Paulo.
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Segundo ela, a decisão depende das restrições impostas à rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro e da necessidade de permanecer ao lado dele. "Lá em casa a gente tem essa restrição. Só quem pode entrar sou eu e as minhas filhas. Então, quase 90% de chance de eu não ir, justamente por não ter ninguém para ficar com ele", afirmou.
