Michelle diz que pode ficar fora da convenção nacional do PL
A ex-primeira-dama explicou que a decisão depende das restrições impostas à rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que há grandes chances de não participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para este sábado (25/7), em São Paulo. O evento oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Em entrevista ao Correio, Michelle explicou que a decisão depende das restrições impostas à rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro e da necessidade de permanecer ao lado dele. "Lá em casa a gente tem essa restrição. Só quem pode entrar sou eu e as minhas filhas. Então, quase 90% de chance de eu não ir, justamente por não ter ninguém para ficar com ele", afirmou.
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Apesar da possibilidade de ausência, Michelle desejou sucesso aos participantes da convenção. "Desejo boa sorte a todos lá. Vai ser lindo", declarou. A ex-primeira-dama participou, nesta quinta-feira (23/7), de um evento na Comunidade das Nações, no SIA, onde acompanhou a apresentação do Coral Watoto, grupo formado por crianças e adolescentes de Uganda.
Relação com Flávio
Michelle comentou o vídeo divulgado por Flávio nas redes sociais, no qual o senador reconhece erros e pede desculpas à ex-primeira-dama. Para ela, o gesto contribui para restabelecer o diálogo. "É sempre bom. A reconciliação deixa o nosso coração em paz, deixa o nosso coração livre para que a gente possa reconstruir uma nova relação. Só quem ganha é o Brasil e a nossa família", afirmou.
A ex-primeira-dama acrescentou que a disposição para o diálogo deve estar acima das divergências internas. "Estou sempre para reconstruir, para reconciliar, pelo bem maior, que é o projeto de reconstrução da nossa nação", disse.
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Mais cedo, Michelle publicou um vídeo nas redes sociais aceitando o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro. Na gravação, ela agradeceu a sinceridade do senador, afirmou que "todos cometem erros" e defendeu que o grupo político permaneça unido. A ex-primeira-dama também creditou à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a mediação que possibilitou a reaproximação.