Em BH, Flávio diz que Brasil vive sob 'governo paralelo' do crime
Senador afirmou que direita precisa "libertar" áreas dominadas por facções criminosas
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira (2/6), que parte da população brasileira vive sob um “governo paralelo” imposto por facções criminosas e defendeu a união da direita para enfrentar o crime organizado e o Partido dos Trabalhadores (PT), sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições presidenciais de 2026. A declaração foi dada durante a abertura da Megaleite, em Belo Horizonte, considerada a maior feira de pecuária leiteira da América Latina.
Ao dividir agenda com os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos candidatos à presidência, Flávio Bolsonaro afirmou que os três têm a missão de “libertar” a população de áreas controladas por organizações criminosas.
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“Temos juntos obrigação muito maior do que só enfrentar a esquerda. Temos a missão de libertar mais de 50 milhões de brasileiros. Hoje vivemos cativeiro em áreas dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho. Organizações terroristas. E a nossa obrigação é libertar essas pessoas que vivem com governo paralelo”, declarou.
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Durante o discurso, o senador afirmou que as facções criminosas expandiram sua atuação para além do tráfico de drogas e criticou a política econômica do governo federal. Flávio Bolsonaro também criticou a carga tributária e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de elevar gastos públicos. “Vamos juntos trabalhar para livrar o povo brasileiro dessas facções terroristas. Todos juntos trabalhar para acabar a carga tributária, a maior da história do nosso Brasil”, disse.
Agro
O parlamentar ainda direcionou críticas à condução federal do agronegócio e afirmou que produtores rurais enfrentam dificuldades financeiras. Ao comentar a produção leiteira, citou o número de pequenos produtores em Minas Gerais e defendeu medidas de renegociação de dívidas do setor.
Em outro trecho do discurso, Flávio elogiou ações do governo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente na regularização fundiária. “O presidente Bolsonaro fez a maior reforma agrária da história do Brasil”, afirmou.
Agenda de presidenciáveis
A agenda marcou o primeiro encontro público entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema após o desgaste provocado pela divulgação de áudios de uma conversa entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraudes bilionárias. Na ocasião, Zema publicou um vídeo nas redes sociais criticando a postura do parlamentar, que pediu ao banqueiro R$ 134 milhões para financiar um filme sobre a trajetória do seu pai.
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O episódio provocou incômodo entre integrantes da família Bolsonaro e do PL. Depois da manifestação de Zema, Flávio afirmou que tentou contato com o ex-governador, mas que suas ligações não foram atendidas. Na semana passada, porém, Zema publicou um vídeo defendendo a união da direita em um eventual segundo turno presidencial.