O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (30/3) que não pretende deixar o PSD nem disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
Durante coletiva de imprensa em Belo Horizonte (MG), ele indicou que sua prioridade é permanecer à frente da pasta e seguir contribuindo com o governo federal.
Leia Mais
Sem confirmar planos eleitorais, Silveira condicionou uma eventual saída do partido apenas à hipótese de candidatura, cenário que, segundo ele, não está colocado neste momento.
Silveira também enfatizou que sua trajetória política é marcada por lealdade e gratidão, enfatizando que sua prioridade é a reeleição do presidente Lula.
Ao detalhar sua permanência no comando do Ministério de Minas e Energia, Silveira afirmou que sua continuidade atende a um desejo do próprio presidente Lula. Segundo ele, o petista pretende mantê-lo à frente da pasta em um momento considerado estratégico, sobretudo diante dos desafios da transição energética e da condução de políticas públicas no setor.
“Tudo leva a crer que o presidente Lula quer que eu continue administrando essa pasta tão importante, que cuida de 40% da economia nacional, que cuida de todo o setor elétrico, geração, distribuição, comercialização, no momento tão importante da transição energética global”, disse, ressaltando que o ministério também engloba setores do petróleo, gás e biocombustíveis.
Questionado sobre uma eventual candidatura ao Senado, Silveira adotou tom cauteloso. Embora não descarte disputar eleições no futuro, afirmou que, neste momento, sua prioridade é a atuação no Executivo. “Eu não teria nenhum problema em disputar a eleição, muito pelo contrário, teria muito orgulho de representar os mineiros. Mas eu estarei com o presidente Lula, independentemente da posição do meu partido, ajudando nessa campanha, andando com ele pelo Brasil”, declarou.
O ministro reforçou ainda que sua permanência ou eventual saída do partido está diretamente vinculada a esse cenário. “Essa chance só existiria numa possibilidade de candidatura. Não tendo essa candidatura, não tem nenhuma necessidade de eu sair do PSD”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio a movimentações políticas em Minas Gerais, incluindo a possível saída do senador Rodrigo Pacheco do PSD, diante de divergências internas e da construção de alianças para 2026. A legenda tem como pré-candidato ao governo do estado o governador Mateus Simões, enquanto Pacheco é o nome favorito do presidente Lula para a disputa estadual.
As falas de Silveira também ocorrem na véspera de reunião convocada por Lula com toda a equipe ministerial, marcada para esta terça-feira (31/3). O encontro deve tratar da saída de ministros que pretendem disputar as eleições de 2026, dentro do prazo de desincompatibilização, que se encerra no próximo sábado (4/4).
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A expectativa é que ao menos 18 ministros deixem seus cargos para concorrer a postos eletivos, abrindo espaço para uma reorganização na Esplanada. A estratégia do Palácio do Planalto é fortalecer a base aliada no Congresso Nacional, ampliando a bancada governista em caso de uma eventual reeleição do presidente.
