Em meio à disputa política em torno da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), o presidente estadual do PP em Minas Gerais, deputado federal Pinheirinho, integrou a mesa da posse do novo governador do estado, Mateus Simões (PSD), neste domingo (22/3). O gesto ocorre em um momento de forte movimentação partidária e especulações sobre alianças para a eleição ao Palácio Tiradentes.

O grupo político entra no centro da disputa porque o União Brasil é apontado como uma possível nova casa partidária do senador Rodrigo Pacheco (PSD), cotado para disputar o governo mineiro com eventual apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outra possibilidade discutida nos bastidores é uma composição com o senador Cleitinho, pré-candidato ao Executivo estadual pelo Republicanos.

A movimentação ganhou novos contornos ontem, quando o então vice-governador Mateus Simões participou do evento de filiação de novos quadros da federação União Brasil–PP, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, ele reforçou a expectativa de que os partidos estarão ao seu lado na disputa pelo governo.

“Houve muita especulação, o União nunca saiu da nossa composição. O presidente Ciro Nogueira deu até uma entrevista e falou: ‘Olha, essa conversa não existe’”, afirmou Simões, ao comentar rumores sobre eventual filiação e apoio a Rodrigo Pacheco.

União com Pacheco?

Até o momento, o senador e ex-presidente do Congresso Nacional não definiu se disputará o governo de Minas. Interlocutores apontam que ele deve deixar o PSD até o início de abril, sendo o União Brasil uma das legendas consideradas. Caso a filiação se concretize com o objetivo de concorrer ao Executivo, a federação — que inclui o PP — poderia alterar o cenário de apoio hoje reivindicado por Simões.

Apesar disso, o agora governador reiterou que conta com a aliança. Segundo ele, as especulações sobre a possível chegada de Pacheco ao União refletem o desejo de parte dos filiados que mantêm proximidade com o senador. “Mas isso não é viável porque nós temos uma composição muito maior do que um nome ou outro nome. O União faz parte da nossa base desde o início do governo; o PP é a mesma coisa”, disse.

Simões também afirmou que foi ajustado que o secretário de Governo, Marcelo Aro, deverá ocupar uma das vagas ao Senado dentro da aliança construída com a federação. “Eu sempre estive muito convicto. Tanto que eu brincava que, se o Pacheco se filiasse ao União, isso provaria uma coisa: que ele não seria candidato a governador”, declarou.

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Simões assumiu o comando do governo mineiro neste domingo, após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

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