ELEIÇÕES 2026

Lula insiste para Pacheco ser candidato em Minas

Presidente reforça convite para que senador lidere palanque em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país

Publicidade
Carregando...

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) se reuniu, nessa quarta-feira (11/2), com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e voltou a pedir que ele seja candidato ao governo de Minas Gerais, onde o petista ainda busca construir um palanque forte para impulsionar sua reeleição.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O senador, porém, manteve sua resistência e indicou a Lula outros possíveis candidatos do campo no estado. Pacheco respondeu que pretende encerrar sua carreira política e que só iria concorrer se não houvesse alternativa - o que não é o caso na sua avaliação.

Para aliados de Pacheco, a decisão de ser candidato está sendo amadurecida. Um dos entraves para isso, a busca de um novo partido, foi superado com o acerto de filiação ao União Brasil, como mostrou a Folha. Ainda persistem, contudo, questões sobre como viabilizar a candidatura do senador.

Entre os nomes alternativos discutidos entre Lula e Pacheco para concorrer ao governo mineiro estão o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD); o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT); a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT); o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB); a reitora da UFMG, Sandra Goulart; o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares; e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia.

Enquanto Lula insiste em Pacheco, o PT já vinha testando esses e outros nomes diante da indefinição do cenário no estado, considerado crucial na eleição nacional por ter o segundo maior colégio eleitoral. O plano B inclui ainda o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB).

Após o encontro entre Lula e Pacheco, que ocorreu à tarde, cresceu a pressão sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master, após a revelação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o magistrado entre seus sócios.

No ano passado, Pacheco foi preterido por Lula para uma vaga no STF - o petista preferiu indicar o ex-advogado-geral da União, Jorge Messias, contrariando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A crise no STF levantou a hipótese, principalmente entre bolsonaristas, de que um eventual afastamento de Toffoli abra espaço para uma nova indicação de Lula à Corte, que naturalmente seria Pacheco.

Interlocutores do senador afirmam que ele leva em conta neste momento apenas a eleição de outubro, já que essa é a prioridade de Lula, enquanto os desdobramentos no STF correm em paralelo e podem levar mais tempo.

Pacheco deve se filiar ao União Brasil, embora tenha mantido conversas também com o MDB. A filiação foi intermediada por Alcolumbre, de quem ele é próximo, e afasta ainda mais o União Brasil do apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - principal adversário de Lula.

O deputado federal Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, assumiu a presidência do diretório estadual do partido para pavimentar a migração do senador.

Com as mudanças, o União Brasil e a federação União Progressista, que inclui o PP, desembarcam da candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o governo em abril após a renúncia de Romeu Zema (Novo) e concorrerá à reeleição. Simões é adversário de Pacheco, e sua filiação ao PSD forçou a saída do senador do partido. Zema, por sua vez, deve concorrer ao Palácio do Planalto com o apoio do seu vice-governador.

Petistas vislumbram uma chapa forte para Pacheco, tendo Kalil e Marília como candidatos ao Senado. Lula fala, nos bastidores, que pretende contar com o senador para um projeto político amplo. Ele propõe a montagem de um palanque que dê segurança para que Pacheco assuma o desafio.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Lula e seus aliados avaliam que a eleição presidencial de 2026 será acirrada. Ter candidatos fortes a governador fazendo campanha pelo petista seria importante para ele não perder votos que teve nos estados em 2022. Naquele ano, Lula obteve 50,2% dos votos mineiros.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay