A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a "Janja", deverá desfilar com a escola de samba Acadêmicos de Niterói pela Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, no domingo de carnaval (15/2).

Ela participou do desfile técnico da escola no fim de semana e foi um dos destaques do último carro alegórico. Anterior a ele, desfila a ala Amigos de Lula, que terá familiares e amigos do presidente, além do grupo de advogados "Prerrogativas". O coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho, alegou que o desfile não tem caráter eleitoral.

 

A alegoria também terá como elementos do tema da agremiação o número 13, marca da campanha do PT, imagens do rosto do presidente e enredo que conta a trajetória de Lula. Outro destaque no último carro alegórico é a ministra da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco, irmã de Marielle Franco.

Pelas redes sociais, a escola descreveu o ensaio como “um espetáculo de entrega, emoção e pertencimento”, com uma homenagem “profunda e necessária” ao presidente Lula. 

O desfile da Acadêmicos de Niterói vem sendo alvo de críticas de opositores, que alegam que o cortejo promove propaganda eleitoral antecipada, em ano de pleito. Duas ações protocoladas contra Lula e a escola foram rejeitadas pela Justiça Federal, que considerou que os pedidos não cumprem os requisitos necessários para a abertura de processo e que não houve demonstração concreta de dano ao patrimônio público.

O ex-marqueteiro político do PT João Santana também criticou a proximidade do presidente e da primeira-dama, caracterizando o movimento como perigoso. Para ele, colocar Lula e Janja em destaque pode ser negativo, uma vez que, considerando o histórico de união entre política e folia no carnaval brasileiro, “as poucas afoitas que se arriscaram fizeram protegidas no anonimato da multidão”, com espontaneidade, como foi o início do planejamento da homenagem. “O tiro pode sair pela culatra”, afirmou.

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Por sua vez, Lula determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile. Caso queiram assistir, integrantes do governo deverão arcar com custos de passagem e hospedagem. A ordem não abrange a primeira-dama, que não ocupa cargo no governo.

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