Justiça do Rio condena Ronnie Lessa e Élcio a indenizar viúva de Marielle
Decisão prevê R$ 200 mil por danos morais e pensão até 2055
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A Justiça do Rio condenou Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, assassinos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ao pagamento de indenização por danos morais e pensão mensal à vereadora Mônica Benício, viúva de Marielle.
A decisão fixa R$ 200 mil por danos morais, além de pensão correspondente a dois terços dos rendimentos da parlamentar, desde o crime, em março de 2018, até 2055, quando ela completaria 76 anos. Também foi determinado o reembolso de despesas médicas e psicológicas.
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Em nota, Mônica Benício classificou a decisão como "vitória simbólica" e afirmou que a responsabilização dos mandantes é fundamental.
"Não há indenização que possa reparar eu ter perdido o amor da minha vida. Mais do que condenar indivíduos, a Justiça por Marielle e Anderson só existirá quando a paz for soberana e a vida de todas as brasileiras e brasileiros for plena. É por essa sociedade que Marielle dedicou sua vida. É em respeito a esse sonho, que hoje carrego comigo o seu legado", afirmou Mônica Benício.
O caso segue sob a responsabilidade da 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, em segredo de Justiça.
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O julgamento dos réus apontados como os mandantes do assassinato foi marcado para o dia 24 deste mês pelo ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa serão julgados pelo crime. O major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos, também são réus na ação. Todos estão presos preventivamente.