Cleitinho: "Bruno, não tem como ser de direita e te apoiar"
Senador afirma que nenhum partido deveria aceitar a filiação do goleiro, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio. Atleta diz se identificar com a direita
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) fez um apelo para que nenhum partido brasileiro aceite a filiação do goleiro Bruno, que anunciou entrada na política. O ex-jogador do Flamengo foi condenado a 22 anos de prisão, em 2013, por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio, companheira do atleta na época, e cumpre pena em regime semiaberto.
A declaração se fez como resposta a uma entrevista dada ao portal Jovem Pan pelo ex-atleta, que afirmou que quer se filiar a um partido de direita assim que concluir a condenação, uma vez que se identifica com a ideologia.
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“Bruno, não tem como eu ser de direita e te apoiar. Em um país sério, você nunca teria condição de ser candidato. Espero que não só político de direita, mas de esquerda também, não aceite filiação nenhuma do Bruno. A gente está aqui combatendo feminicídio todos os dias. Ele não é exemplo pra nada”, afirmou o senador, exaltado.
Para o político, Bruno e os condenados pelo crime “não foram homem o suficiente” para assumir o crime e dizer onde estão os restos mortais de Eliza, sem ter “arrependimento algum”. O corpo dela nunca foi encontrado e os envolvidos negam o crime.
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Ao todo, seis pessoas foram condenadas. Uma delas, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi sentenciado, em julho de 2024, a 16 anos de prisão por outro homicídio. O motorista Devanir Claudiano Alves foi assassinado em 2009, no Bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte.
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Bruno foi regularizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para jogar no Vasco-AC, time que tem quatro jogadores investigados por estupro coletivo de duas mulheres na última sexta-feira (13/2). Os quatro estão presos e negam o crime.