COMPLIANCE ZERO

Plano de ataque a Lauro Jardim faz busca pelo colunista disparar

A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro revelou um esquema de intimidação; entenda por que o caso levou o nome de jornalista ao topo das pesquisas do Google

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A revelação de que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, planejava um ataque violento contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo”, colocou o nome do colunista no topo das buscas do Google nesta semana. Vorcaro foi preso preventivamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, após a Polícia Federal interceptar mensagens em que o banqueiro sugeria forjar um assalto para "quebrar todos os dentes" do profissional.

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Segundo o Google Trends, ferramenta que monitora as buscas do site, o nome do jornalista teve um pico nesta quarta-feira (4/3), quando as ameaças ganharam o noticiário, e chegou ao topo das pesquisas.

Leia: Vorcaro mandou "quebrar todos os dentes" de jornalista, diz PF

O interesse do público migrou rapidamente dos detalhes financeiros do escândalo para a escalada de violência contra a imprensa. Documentos do inquérito, agora sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, mostram que o empresário mantinha uma espécie de milícia privada — um grupo de WhatsApp chamado "A Turma" — para monitorar e coagir críticos, incluindo a contratação de pessoas para seguir o jornalista. O repúdio imediato de entidades como ANJ e Fenaj amplificou a repercussão do caso e o volume de pesquisas na internet. A defesa de Vorcaro alega que as mensagens foram "tiradas de contexto".

O esquema de intimidação

As investigações, no âmbito da Operação Compliance Zero, apontam que os detalhes do ataque eram discutidos em um grupo de WhatsApp chamado 'A Turma', onde eram planejadas as ações de intimidação, coordenadas por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de 'Sicário'.

Leia: O que é ‘sicário’? Entenda apelido de capanga de Vorcaro

Para executar o plano, o grupo contratou pessoas para seguir Lauro Jardim e reportar sua rotina. A investigação revelou que o grupo incluía um policial federal aposentado e tinha acesso indevido a sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, com pagamentos mensais de cerca de R$ 1 milhão para o coordenador das operações. O esquema era alimentado por informações privilegiadas fornecidas por dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que permitiram ao grupo antecipar ações de fiscalização.

Contexto da operação

Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025 na primeira fase da operação, que investiga fraudes que podem alcançar R$ 17 bilhões, mas foi solto posteriormente e passou a usar tornozeleira eletrônica. A nova prisão foi determinada após análise de mensagens encontradas em um celular apreendido em fase posterior da investigação, que revelaram o plano contra o jornalista.

Repercussão e defesa

O caso gerou forte reação de entidades de defesa da liberdade de imprensa, que classificaram o plano como um ataque direto à democracia e ao direito à informação. A defesa de Daniel Vorcaro, por sua vez, nega as acusações, afirmando que o banqueiro é inocente e que as mensagens foram descontextualizadas, buscando a revogação da prisão no STF.

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Este conteúdo foi gerado com o auxílio de inteligência artificial e revisado por um editor humano para garantir a precisão das informações.

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