Diarista ré por matar idosos tem pedido de liberdade negado pelo STJ
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já havia negado o pedido de habeas corpus feito pela defesa da suspeita; Superior Tribunal de Justiça manteve decisão
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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, ré pela morte do casal de idosos no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, teve o pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada pelo ministro Messod Azulay Neto, nessa quarta-feira (21/10). O crime aconteceu no final de junho deste ano.
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No início deste mês, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já havia negado o pedido de habeas corpus feito pela defesa da suspeita. Ela é acusada de duplo latrocínio – roubo seguido de morte – do casal de idosos.
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Os advogados da Paola haviam pedido a revogação da prisão preventiva para que a suspeita acompanhasse o processo em liberdade, além da substituição da custódia por medidas cautelares diversas, como a instalação de tornozeleira eletrônica.
Nos autos, o ministro relata que “não é possível identificar o constrangimento ilegal nem a presença da plausibilidade jurídica do direito e do perigo de demora, requisitos exigidos para a concessão da tutela de urgência.”
Na deliberação tomada nessa quarta, o juiz sustentou a decisão do TJMG e indeferiu o pedido de liberdade para Paola.
A reportagem entrou em contato com a defesa da diarista, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
O crime
De acordo com a denúncia e as investigações do inquérito policial, o crime ocorreu na tarde de 29 de junho de 2026, em um apartamento da Rua Padre Severino. Paola Stefany prestava serviços domésticos no local como diarista, tendo sido indicada à família por um parente das vítimas.
A investigação aponta que a acusada planejou o crime e levou consigo comprimidos de um medicamento. Durante a faxina, ela colocou a medicação de forma em um suco consumido por Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Sob o efeito do entorpecente, o casal adormeceu.
Conforme o acórdão, ao revistar o imóvel em busca de objetos de valor, Paola foi surpreendida por Cláudio, que havia despertado. A acusada desferiu 43 golpes de faca contra o idoso. Em seguida, para garantir a impunidade, atacou Maria Clotilde com uma almofada embebida em solvente Thinner e desferiu cerca de 15 facadas contra a idosa.
Após as mortes, a acusada furtou mais de R$ 19 mil em espécie, relógios de luxo, joias de ouro, semijoias, perfumes, óculos escuros, roupas e dois aparelhos celulares (um iPhone 15 Pro Max e um iPhone 16 Pro Max). O documento policial destaca que ela ainda tentou adulterar a cena do crime, limpando vestígios com água sanitária, lavando a faca e descartando a blusa ensanguentada em uma caçamba de entulho na região.
Fuga e prisão
Logo após o crime, Paola dirigiu-se ao centro de Belo Horizonte para vender parte dos bens subtraídos com receptadores e utilizar os cartões bancários roubados em um restaurante. Posteriormente, comprou um novo telefone celular, buscou seu filho de seis anos em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana, e fugiu para o interior do estado. Ela foi localizada e presa em um hotel no município de Itabira antes de conseguir deixar o estado.
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Outras pessoas envolvidas na receptação dos bens e no uso fraudulento de cartões também foram identificadas, mas poderão responder por crimes de menor potencial ofensivo por meio de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).