CIDADE ESPONJA

Venda Nova: o que é o 'alagado urbano' que está sendo construído na região?

Estrutura faz parte do conceito de "cidade esponja", projeto coordenado pela a Secretaria Municipal de Obras e Infraestruturas de BH

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Como medida de contenção de enchentes e o desenvolvimento de ambientes sustentáveis, a bacia de detenção de Várzea da Palma, no Bairro Copacabana, Região de Venda Nova, recebe o projeto piloto de ‘alagado urbano’. O programa é coordenado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestruturas (Smobi). 

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De acordo com a prefeitura, as obras estão no plano de “cidade-esponja”, em que são usadas espécies vegetais para auxiliar na filtragem da água, retenção de sedimentos, absorção de nutrientes e aumento da infiltração do solo. A técnica utilizada é chamada de “fitorremediação”.

Três setores alagados estão sendo construídos pelo município que, somados, compreendem uma área de 1,7 mil metros quadrados. As estruturas vão ser preenchidas com espécies típicas desses ambientes, como lírio-do-brejo, papiro-do-brejo, ingá-do-brejo e outras macrófitas aquáticas e emergentes, todas indicadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

 

A diretora de Bacias da Smobi, Ana Paula Fernandes, a ideia de implantação dos "alagados urbanos" na “cidade esponja” é inspirada no Parque do Pajeú, em Fortaleza, no Ceará, e no Parque Orla Piratininga, em Niterói, no Rio de Janeiro. 

“Nossa proposta é transformar uma estrutura de drenagem em um espaço ambientalmente qualificado, capaz de melhorar a qualidade da água, ampliar a biodiversidade, reduzir as ilhas de calor e oferecer um ambiente de convivência para a população, sem perder a função principal de controle das cheias”, contou Ana. 

A bacia de Várzea da Palma 1 foi construída por BH entre 2021 e 2023, na área do Córrego da Gameleira, dentro da primeira etapa do programa Drenurbs. O equipamento armazena grandes volumes de água durante chuvas intensas para, depois, liberar esse volume de forma gradual, reduzindo o risco de enchentes na região. 

A Prefeitura de Belo Horizonte contou que estudos hidrológicos feitos na bacia confirmaram a viabilidade da implantação do alagado. A área apresenta características favoráveis, como presença permanente de água e profundidade rasa, varia entre 1,25 metro e 2 metros, o que resulta na formação de áreas de brejos durante todo ano. 

Essa formação constrói um ecossistema, que resulta na presença de aves no ambiente. No entorno do local, são encontradas árvores como ipês, oitis e outras espécies ornamentais. 

O local é ponto de descarte clandestino de entulho e resíduos da construção civil, o que resulta na degradação do cercamento. Dados da Secretaria de Zeladoria Urbana (Suzurb) mostram que 97% do material retirado da bacia corresponde a resíduos sólidos. A presença desse material pode comprometer a capacidade hidráulica e provocar mau cheiro. 

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*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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