Atração turística

Ventania derruba estátua de mausoléu de Olegário Maciel no Bonfim

Estrutura feita de bronze pesa cerca de 160 kg e foi inaugurada em 1936 no cemitério da Região Noroeste de Belo Horizonte

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Uma estátua de bronze do mausoléu do ex-governador de Minas Gerais Olegário Maciel, no Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste de Belo Horizonte, foi derrubada devido às ventanias que atingiram a capital mineira no início de setembro. O cemitério aguarda o retorno do governo estadual para informações sobre a manutenção e restauração da estrutura.

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), informou que a estátua tombou diante de ventanias registradas entre 1º e 2 de setembro. Segundo a PBH, no dia 4 do mesmo mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e a Secretaria Municipal de Cultura foram informados sobre o incidente. Ambos os órgãos já estiveram no local realizando vistorias.

De acordo com a PBH, a escultura e seus adereços permanecem guardados em local seguro do cemitério, visando sua conservação, até que o até o reparo e os trabalhos de reinstalação sejam efetuados. A FPMZB reforça ainda que nos cemitérios públicos municipais a manutenção dos jazigos é de responsabilidade do detentor do direito de concessão, independentemente de se tratar de pessoa pública ou não.  

História

Olegário Dias Maciel nasceu em Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas, em 8 de outubro de 1855, e faleceu em  Belo Horizonte, em 5 de setembro de 1933. Engenheiro, o mineiro foi presidente do Estado de Minas Gerais, cargo que hoje equivale ao de governador. Olegário Maciel morava no Palácio da Liberdade quando faleceu, aos 77 anos, vítima de ataque cardíaco, às 9h, enquanto se preparava para seu banho.

Seu funeral teve início em 7 de setembro de 1933. O corpo foi levado do Palácio da Liberdade à Matriz de Lourdes para a missa de corpo presente e, posteriormente, ao Cemitério do Bonfim. 

O local do enterro foi escolhido durante a administração de Celso Oliveira. Inicialmente, o túmulo foi construído em tijolos, revestido e caiado pelos pedreiros do cemitério José de Souza Ferreira e Antônio Lacerda Filho.

O túmulo e sua inauguração

O mausoléu foi inaugurado em 6 de outubro de 1936, pelo então governador Benedito Valladares. A construção do jazigo foi uma iniciativa do governo de Minas Gerais, a partir de um concurso de maquetes lançado em 17 de maio de 1934 pela Secretaria do Interior.

Na ocasião, participaram 35 artistas brasileiros, entre eles Giulio Starace, Moreira Júnior, Modestino Kanto e Humberto Cozzo. O projeto vencedor foi do cearense José Rangel, então estudante da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Francisco Andrade ficou em segundo lugar e Giulio Starace, em terceiro.

Atualmente, o monumento, sob responsabilidade do governo de Minas Gerais, necessita de cuidados, segundo a PBH. Ainda de acordo com o Executivo municipal, por se tratar de um monumento cívico financiado com recursos públicos, deve ser preservado como patrimônio cultural público.

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* Estagiário sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro

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