Caminhoneiro que cometeu acidentes, fugiu e foi baleado continuará preso
Justiça considerou que motorista demonstrou alta periculosidade ao provocar acidentes, jogar caminhão contra viaturas e tentar atacar um sargento com uma faca
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Um caminhoneiro, de 41 anos, preso em flagrante por causar um acidente, fugir da Polícia Militar (PMMG) e ainda tentar jogar o veículo de carga contra autoridades na madrugada do último sábado (18/7), teve a prisão convertida em preventiva.
O motorista se envolveu em um acidente no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, fugiu da PMMG pela via e só parou na BR-040, em Contagem, na Região Metropolitana da capital. Ele também tentou atacar os militares com uma faca e acabou sendo baleado, estando hospitalizado desde então.
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Como o caminhoneiro foi internado, ele não passou por audiência de custódia, que decide se o suspeito permanecerá preso ou não. Porém, o juiz da Vara do Tribunal do Júri e de Inquéritos Policiais da Comarca de Contagem converteu a prisão em flagrante em preventiva mesmo assim.
Conforme a decisão judicial, divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a conversão foi feita para garantir a ordem pública, considerando a gravidade das condutas tomadas pelo motorista.
Justiça
Para o responsável pela decisão, o juiz Carlos Juncken Rodrigues, o acusado não apenas dirigiu perigosamente, como usou o caminhão para atacar propositalmente outros carros e pessoas, o que, segundo ele, é mais grave do que um acidente comum.
Além disso, durante a fuga em alta velocidade pelo Anel Rodoviário, o juiz apontou que o condutor causou pelo menos seis colisões intencionais, incluindo uma batida contra uma motocicleta. Para a Justiça, o episódio mostra que ele não teve preocupação com a vida de quem estava na rodovia.
Rodrigues também esclareceu na decisão que, mesmo quando a polícia tentou parar o suspeito com um bloqueio, o motorista jogou o caminhão contra os agentes e as viaturas. Depois que o caminhão parou, ele tentou esfaquear um sargento pela janela da cabine.
Com base nessas ponderações, o juiz avaliou que, devido à violência demonstrada, apenas retirar a carteira de motorista ou aplicar medidas mais leves, como uso de tornozeleira eletrônica, não seria suficiente para garantir que ele não causasse mais danos.
Apesar de o caminhoneiro ter sido preso, o magistrado não suspendeu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele, pois entendeu que, como o motorista estará preso preventivamente, não seria necessário aplicar essa proibição agora, como solicitado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Caso ele seja solto futuramente, Rodrigues afirmou que poderá reavaliar e impor a suspensão da CNH como uma condição para a liberdade dele.
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O motorista é acusado de tentativa de homicídio, desobediência, embriaguez ao volante ou condução sob efeito de substância entorpecente e resistência. Com a prisão preventiva decretada, poderá ficar preso por até 20 anos, devido ao crime de maior gravidade – tentativa de homicídio.