Uma carreta pegou fogo e o motorista conseguiu estacionar no acostamento da BR-381 e escapar das chamas, na tarde desta sexta-feira (19/6), em Estrema, no Sul de Minas.
O fogo se alastrou pelo veículo por volta das 15h, no Km 945 da Rodovia Fernão Dias, na pista sentido Betim, próximo a grandes complexos logísticos e industriais, como o Fernão Dias Business Park e do acesso ao Bairro Ponte Nova.
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O semirreboque foi destruído e gerou risco potencial de acidentes na rodovia, além de fumaça densa que prejudicou a visibilidade na região e obrigou a via a ser interditada neste sentido, mas foi leberada após a extinção das chamas.
O condutor contou ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) que percebeu o princípio de incêndio concentrado no reboque da carreta, que transportava uma carga de blocos pré-moldados de concreto.
Diante do perigo iminente, o trabalhador agiu de forma rápida e direcionou o conjunto rodoviário para o acostamento da rodovia, estacionando em um ponto seguro para desengatar a cabine mecânica e se afastar das chamas.
O que aconteceu com a carga?
A carga, por ser constituída de concreto, não era inflamável, mas os componentes estruturais do compartimento e os pneus propagaram o fogo com facilidade.
Acionadas para o local, as equipes do CBMMG de Extrema montaram um estabelecimento operacional com linhas de mangueiras para atacar o fogo diretamente e resfriar a estrutura metálica superaquecida.
Os combatentes atuaram na contenção da linha de fogo e realizaram o rescaldo, que consiste na eliminação de focos remanescentes ocultos na estrutura para impedir o surgimento de novas chamas.
A corporação aproveitou o atendimento para emitir um alerta de segurança voltado à cooperação no trânsito rodoviário.
“O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de os condutores facilitarem a passagem de viaturas de emergência, mantendo-se atentos a sinais sonoros e luminosos e, sempre que possível e seguro, abrindo corredor para o deslocamento das equipes de socorro”, informou o CBMMG.
Conforme os militares, essa atitude colaborativa dos motoristas nas estradas é fundamental para assegurar uma resposta ágil e diminuir o tempo de resposta em cenários de crise.
A ocorrência mobilizou também equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e funcionários da concessionária Arteris Fernão Dias, responsável pela administração e manutenção do trecho.
Os agentes da PRF sinalizaram a pista para coordenar o fluxo de veículos e mitigar o risco de colisões traseiras devido à curiosidade de outros condutores.
Paralelamente, os técnicos da concessionária auxiliaram nos procedimentos de limpeza dos detritos que caíram na via e atuaram na liberação do trânsito na faixa afetada.
Fatos de natureza semelhante têm se repetido neste trecho específico do Sul de Minas Gerais nos últimos seis meses de 2026.
Em fevereiro deste ano, os bombeiros combateram um incêndio de quatro horas em uma carreta carregada de papel em um posto na mesma rodovia, na altura de Itapeva.
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Mais recentemente, em abril, outro bitrem carregado com areia especial sofreu uma pane e pegou fogo nos pneus na saída norte de Extrema, evidenciando o desgaste mecânico e as falhas em sistemas de rodagem como os principais fatores causadores desse tipo de sinistro na região.
Pane estrutural e incêndio em veículos pesados
- Percepção de fumaça ou chamas: o condutor deve direcionar o veículo imediatamente para o acostamento ou local seguro e aberto
- Desengate da cabine mecânica: caso o fogo esteja concentrado no semirreboque e haja condições de segurança, a desconexão do cavalo mecânico deve ser feita para preservar a parte motriz do conjunto
- Acionamento dos serviços de emergência: a comunicação ao Corpo de Bombeiros e à concessionária da via deve ser priorizada logo após o isolamento inicial do motorista
- Distanciamento seguro do local: o operador e demais ocupantes devem se afastar da estrutura devido ao risco severo de explosão dos pneus superaquecidos
Prevenção contra sinistros por superaquecimento
- Manutenção regular dos freios: a checagem periódica do sistema de frenagem evita o travamento das lona e o consequente superaquecimento dos eixos
- Calibragem e conservação dos pneus: a rodagem com pressão incorreta eleva o atrito e a temperatura interna da borracha, facilitando a ignição
- Inspeção visual nas paradas obrigatórias: a verificação de possíveis vazamentos de fluidos hidráulicos ou fumaça nos eixos traseiros deve ser rotina a cada parada em postos de serviço
- Lubrificação dos componentes mecânicos: a correta substituição de graxas e óleos nos rolamentos minimiza o desgaste por atrito direto entre metais
