Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nessa segunda-feira (13/4), pelos crimes de violência contra a mulher seguida de morte, feminicídio e ocultação de cadáver. A vítima dos crimes foi Vanessa Lara de Oliveira, de 23, cujo corpo foi encontrado com sinais de violência em 10 de fevereiro em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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O órgão sustenta que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, além de ter sido cometido para assegurar a impunidade de outro crime, o que caracteriza o feminicídio. O MPMG também requereu à Justiça a fixação de indenização mínima não inferior a R$ 100 mil, a título de reparação dos danos causados aos familiares de Vanessa Lara.
Se a Justiça aceitar a denúncia, Ítalo Jefferson da Silva, que está preso, se tornará réu no caso. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Relembre o caso
Na época do crime, Vanessa Lara de Oliveira foi dada como desaparecida. Ela foi vista pela última vez no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Juatuba, onde prestava serviço para uma empresa terceirizada, em 9 de fevereiro. Familiares contaram que a jovem trabalhava para custear a faculdade de psicologia. Vanessa morava em Pará de Minas e se deslocava até Juatuba para trabalhar.
De acordo com o MPMG, as investigações apontam que a jovem havia saído do trabalho e seguia a pé em direção ao ponto de ônibus quando passou a ser seguida pelo denunciado. Em um local ermo e de vegetação densa, Ítalo atacou Vanessa. “Depois de violentar sexualmente a mulher, com o objetivo de assegurar a impunidade do delito antecedente e por razões relacionadas ao menosprezo à condição do sexo feminino, o homem teria provocado a morte da vítima por asfixia mecânica”, aponta o órgão.
Após o crime, o suspeito ocultou o corpo em uma canaleta de drenagem, sob vegetação alta, com o intuito de dificultar sua localização, conforme o Ministério Público. O órgão afirma ainda que a vítima e o denunciado não possuíam qualquer vínculo ou relacionamento prévio.
Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais apontaram que o crime ocorreu em 9 de fevereiro. Segundo a corporação, no mesmo dia, Ítalo foi até a casa da mãe dizendo que havia apanhado de dois homens e que precisava fugir. Ainda segundo a polícia, Ítalo tomou banho, pediu dinheiro à mãe e disse que seguiria para a capital. O suspeito fugiu.
Em 10 de fevereiro, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi à casa de familiares de Ítalo, que na ocasião ligou para a família e confessou o crime. Ele havia deixado o local.
Prisão
Em 12 de fevereiro, Ítalo foi preso em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas, viajando em um vagão de trem de carga. Segundo a PM, ele tentou fugir ao perceber a abordagem, mas foi detido. Com o suspeito, foram encontradas uma faca, roupas e comida. À polícia, Ítalo confessou o homicídio, mas negou o abuso sexual.
Atualmente, segundo o MPMG, Ítalo está preso no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, também Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Três condenações por estupro
Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil revelou que Ítalo Jefferson da Silva já tinha três condenações por estupro, duas delas combinadas com roubo, quando matou Vanessa Lara. Segundo a corporação, em um dos casos, houve tentativa de homicídio.
A Polícia Civil também apontou que o suspeito estava em regime semiaberto domiciliar e deveria ter retornado para instalar a tornozeleira eletrônica, o que não ocorreu.
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*Com informações de Quéren Hapuque
