COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

Suspeito de abastecer rede nacional de celulares furtados é preso em BH

Operação em três estados prende investigados e mira esquema que furtava smartphones em grandes eventos e revendia aparelhos na capital mineira

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Um homem, de 31 anos, suspeito de liderar um esquema interestadual de receptação de celulares furtados em grandes eventos foi preso nesta quarta-feira (22/4), em Belo Horizonte, durante operação conjunta das polícias civis de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A ação cumpriu mandados de prisão e busca em três estados após investigação apontar que aparelhos roubados eram enviados à capital mineira, onde eram revendidos e usados em fraudes bancárias.

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Batizada de "Linha Cruzada", a investigação teve início em maio de 2025, em Cascavel, no Paraná, após diversas vítimas denunciarem furtos de celulares durante eventos de grande porte. Segundo os relatos, os aparelhos desapareciam sem que os donos percebessem. Os criminosos aproveitavam a distração e a aglomeração para agir de forma silenciosa.

A partir das denúncias, a Polícia Civil do Paraná identificou inicialmente dois suspeitos — um homem e uma mulher — apontados como integrantes do núcleo responsável pelos furtos. As investigações avançaram e revelaram a existência de uma estrutura maior, formada por criminosos de diferentes estados que agiam em festas, shows e eventos com grande concentração de pessoas.

Conforme o chefe da Divisão Operacional do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) de Minas Gerais, João Prata, grupos especializados viajavam pelo país para cometer os furtos e depois encaminhavam os aparelhos para Belo Horizonte.

“Essas quadrilhas praticam o furto de celulares em grandes eventos no Brasil inteiro e fazem a venda para esse receptador aqui de Belo Horizonte, o grande 180 [artigo do Código Penal referente ao crime de receptação] dessa associação criminosa”, destacou o delegado.

Segundo a Polícia Civil mineira, o suspeito já possui passagens por receptação, furto e estelionato. Ele é apontado como um dos maiores receptadores de celulares roubados do país.

As apurações indicam que o homem não recebia apenas aparelhos provenientes da quadrilha investigada no Paraná. Ele também negociava celulares furtados em Minas Gerais, Amazonas e outros estados, consolidando uma rede nacional de compra e revenda de produtos furtados.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta de Almeida, chefe da 5ª Delegacia de Furtos e Roubos do Depatri de Minas, o grupo também lucrava explorando os dados das vítimas antes de revender os aparelhos.

Após receberem os celulares, os criminosos tentavam desbloquear os dispositivos por meio de golpes. Integrantes da organização entravam em contato com as vítimas, se passando por policiais ou representantes de empresas, informando falsamente que o telefone havia sido recuperado.

Com isso, buscavam convencer os proprietários a repassar senhas de acesso e códigos de segurança. De posse dessas informações, conseguiam acessar aplicativos bancários, realizar empréstimos, movimentar contas, usar linhas telefônicas e praticar outros crimes digitais.

Com o compartilhamento de provas autorizado pela Justiça do Paraná, foram solicitados mandados judiciais contra investigados em Belo Horizonte, nos bairros Buritis, Primeiro de Maio e Vila Pinho, além de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, em endereços ligados ao alvo apontado como líder do esquema e outros investigados.

Operação interestadual

Em Minas Gerais, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e realizada uma prisão. Durante a operação, outros dois homens foram conduzidos para prestar esclarecimentos. Ainda conforme a Polícia Civil mineira, linhas telefônicas associadas a eles teriam sido utilizadas em contatos com vítimas para conseguir senhas.

No entanto, a participação direta ainda depende de aprofundamento das investigações. Ambos negaram envolvimento e devem ser liberados após depoimento, caso não surjam novos elementos.

No Paraná, foram executados três mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Em Santa Catarina, uma mulher foi presa na cidade de Itajaí por suspeita de integrar a mesma organização criminosa.

Já outro investigado teve mandado de prisão preventiva cumprido em São Paulo, onde já se encontrava preso em flagrante desde o fim do ano passado por furto de celulares em grandes eventos.

A Polícia Civil informou que celulares apreendidos, computadores, documentos e outros dispositivos recolhidos na operação passarão por perícia técnica. O objetivo é identificar novos integrantes, rastrear movimentações financeiras e dimensionar o alcance nacional do esquema.

As investigações continuam. Os envolvidos poderão responder por furto qualificado, receptação, estelionato eletrônico, associação criminosa e organização criminosa, conforme o avanço das apurações.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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