O Corpo de Bombeiros informou nesta quinta-feira (5/3) que as buscas pelo último desaparecido em decorrência das fortes chuvas seguem ininterruptas no município de Ubá (MG), na Zona da Mata.

A vítima é o profissional autônomo Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, namorado da comerciante Edna Silva, de 56, que ficou agarrada a um poste para não ser levada pela correnteza. "O que me segurou ali foi a fé que eu tenho em Deus", declarou Edna, acrescentando que ficou naquela condição por cerca de três horas. 

Luciano, por outro lado, acabou arrastado pela enchente no último dia 24 de fevereiro, nas proximidades de uma ponte localizada na rua Antônio Batista. Conforme última atualização da Prefeitura de Ubá nessa quarta-feira (4/3), sete mortes foram confirmadas, 24 pessoas estão desabrigadas e outras 3.601 ficaram desalojadas.

O Corpo de Bombeiros explicou que os esforços estão concentrados ao longo do Rio Ubá, com buscas a pé, emprego cães farejadores e utilização de drones para apoio nas varreduras. Além, disso, embarcações realizam buscas no Rio Xopotó e em trechos na região do aeroporto, percorrendo áreas consideradas críticas em razão da dinâmica das águas.

"Nesta quinta-feira foram empregados 53 bombeiros militares, provenientes de unidades de Ubá, Divinópolis, Belo Horizonte, Muriaé, Viçosa, Varginha e Juiz de Fora, atuando de forma coordenada na área atingida", pontuou a corporação. 

Nessa quarta, o prefeito da cidade, José Damato (PSD), declarou em coletiva à imprensa um prejuízo de R$ 4,9 milhões com a perda de medicamentos. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) explicou que os remédios perdidos eram da farmácia do município. A SES afirmou ter enviado sete câmaras frias a Ubá, que foram instaladas na Secretaria Municipal de Saúde, onde, desde a última segunda-feira (2/3), tem funcionado provisoriamente a nova farmácia municipal.

Ainda de acordo com a pasta, a vacinação também está sendo reforçada em Ubá, especialmente diante do risco de aumento de doenças após enchentes e da proximidade do período sazonal de doenças respiratórias. 

O temporal provocou o desmoronamento de casas, alagamentos em diversos bairros, enxurradas, obstrução de vias. O desabamento de um prédio na Avenida Cristiano Roças, na região central, foi registrado em vídeo. 

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Em nota, a prefeitura da cidade informou que a chuva extrema causou a maior inundação dos últimos anos, com 170 mm de chuva em poucas horas. O município decretou estado de calamidade pública. 

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