Drone: os estragos em bairro de Juiz de Fora que foi engolido por lama
Deslizamento do Morro do Cristo no Bairro Paineiras deixa mortos, desaparecidos e destruição após chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata mineira
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Um desabamento de terra no Morro do Imperador, conhecido como Morro do Cristo, atingiu o Bairro Paineiras, em Juiz de Fora (MG), após um temporal provocar desastres em diversas cidades da Zona da Mata mineira na tarde e noite dessa segunda-feira (23/2). A tragédia deixou mortos, desaparecidos e dezenas de imóveis destruídos, enquanto moradores tentam entender o que restou e autoridades decretaram calamidade pública devido ao volume recorde de precipitação.
Imagens aéreas mostram o cenário de devastação aos pés de um dos principais cartões-postais da cidade. A lama avançou sobre ruas e residências, arrastando pedras e troncos e deixando um rastro de destruição. Em alguns pontos, a terra chegou a atingir vários metros de altura, cobrindo construções inteiras.
No bairro, cerca de 20 imóveis foram atingidos pela lama, pedras e toras de madeira das árvores arrancadas. Um prédio de três andares desabou, causando a morte de um homem.
Moradores relatam momentos de pânico. O comerciante André Luiz Miranda, vizinho de uma das casas destruídas, contou que ouviu um primeiro estrondo e foi para janela para ver o que estava acontecendo. "Moro em frente aonde teve todas essas tragédias. Na minha casa que tá bem do lado deles, não aconteceu nadas só sujeira. Devia ser umas 22 horas, olhamos na janela e vimos que tava descendo uma água muito barrenta", conta.
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Minutos depois, ele relata que escutou um segundo impacto que provocou o desabamento mais forte de terra e acabou destruindo a casa do seu vizinho. Segundo ele, a lama chegou a atingir vários metros de altura, invadindo várias residências.
Nos imóveis vizinhos, ao menos cinco pessoas foram soterradas — entre elas duas mulheres, duas crianças e um homem. Dois corpos foram resgatados, enquanto outros seguem desaparecidos sob os escombros.
Com ruas cobertas por lama, moradores deixaram suas casas às pressas e agora tentam recuperar pertences em meio aos destroços. André é um deles que voltou para pegar o que conseguia. "Quando tudo aconteceu, nós saímos imediatamente e não conseguimos levar nada. Minha filha mora aqui perto e vim buscar roupas."
Muitos estão abrigados na casa de parentes ou em locais improvisados, enquanto equipes de resgate continuam as buscas.
A prefeitura do município decretou estado de calamidade pública por seis. Até às 17h desta quarta-feira (25/2), a tragédia já deixou 46 mortos confirmados, 40 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Em Juiz de fora há mais de três mil pessoas desabrigadas.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Humberto Santos