Juiz de Fora: 'Foi desesperador', diz brigadista resgatada em soterramento
Gisele Fuzaro ajudava na busca de corpos quando acabou escorregando: 'O barro me cobriu até a metade do corpo'
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Uma brigadista dos bombeiros, que atua voluntariamente na calamidade em Juiz de Fora, na Zona da Mata, contou o medo vivenciado no município nos últimos dias. As fortes chuvas que atingiram a cidade, na segunda-feira (23/2), deixaram um cenário de guerra, além de 40 mortos e 19 pessoas desaparecidas.
Gisele Fuzaro é brigadista do Corpo de Bombeiros e está em Juiz de Fora ajudando na busca de corpos, especialmente no Bairro Parque Burnier. Ao Estado de Minas, ela disse que, em determinado momento, estava em um local alto, com uma enxada, puxando terra, em busca de possíveis vítimas soterradas, quando a equipe começou a gritar.
"Eles gritaram porque uma pedra estava cedendo e ia cair para meu lado. Corri e caí em um local onde havia barro, que me cobriu até a metade do corpo. Foi desesperador. Os bombeiros estavam me puxando, foi tenso e difícil me tirar de lá", comentou.
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A brigadista relatou ainda um momento que a emocionou. "Eu estava lá em cima no momento em que tiraram o corpo de um moço. Foi triste ver aquilo, o corpo saindo debaixo da terra. É uma tristeza. Depois o filho reconheceu que era o pai dele", afirmou.
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Gisele mencionou que trabalha por amor, sem nada em troca. Ela ainda pediu a cooperação da população com doações de alimentos, calçados e roupas.