CONSEQUÊNCIAS

Chuvas em Juiz de Fora: transporte público é suspenso depois de temporal

Ônibus ficaram presos em alagamentos e frota está parada na garagem em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata de Minas Gerais

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O transporte público de Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata mineira, foi suspenso nesta terça-feira (24/2) por causa dos estragos provocados pela forte chuva que atingiu a cidade na noite de segunda-feira (23/2). Relatos de motoristas indicam que vários ônibus ficaram presos em alagamentos e alguns apresentaram defeitos após a enchente, o que comprometeu a circulação da frota. 

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Em publicação nas redes sociais, a motorista de transporte coletivo Jenne Lippi afirmou que parte dos veículos ficou parada nas ruas e outros precisaram retornar às garagens. “Tem veículos com defeitos, que ficaram presos na rua ontem, e tem os que saíram antes da ordem e já estão retornando. Os que ficaram com defeito pela enchente a empresa está buscando conforme a manutenção, mas tem uns que não dá para tirar porque estão presos dentro da água”, disse.

Por causa da situação na cidade, foi ordenado para ela e para outros motoristas a suspensão da circulação dos ônibus. Não há previsão para normalização do transporte público de Juiz de Fora. A prefeitura da cidade foi procurado pela reportagem, que aguarda retorno.  

Segundo a prefeitura, há dificuldades no trânsito devido a alagamentos e deslizamentos de terra. Em nota, o município informou a suspensão das aulas para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação. A orientação é que a população evite deslocamentos desnecessários.

Na madrugada desta terça, a prefeitura também decretou estado de calamidade pública, com validade de 180 dias, em razão do volume recorde de chuvas. Na noite de segunda-feira (23/2), casas desabaram e moradores ficaram soterrados. Diversas vias ficaram alagadas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a Avenida Brasil, no Centro, tomada por um grande volume de água. Um vídeo obtido pela reportagem registra o momento do desabamento de uma casa no Bairro Progresso. Já no Bairro Democrata, um motorista precisou sair do carro e empurrar o veículo após ficar preso no alagamento provocado pela subida rápida da água.

O acesso ao Mergulhão, na região central, foi fechado por medida de segurança, segundo a Defesa Civil, que orientou motoristas a evitarem a área e buscarem rotas alternativas. A Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha, também foi interditada por volta das 21h40.

Áreas que historicamente sofrem com enchentes voltaram a registrar problemas. No Bairro Vitorino Braga, na Zona Leste, ruas ficaram alagadas. A Defesa Civil também alertou para o aumento da enxurrada na Rua Luiz Fávero, no Bairro Linhares.

Na Zona Norte, a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek apresentou vários pontos de alagamento.

No domingo (22/2), outro temporal já havia causado transtornos. Na ocasião, a Defesa Civil registrou 36 ocorrências, sendo 14 deslizamentos de terra e 12 alagamentos.

Segundo o órgão, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora. Até as 10h de segunda-feira, o acumulado chegou a 460,4 milímetros. O recorde anterior era de fevereiro de 1988, com 456 milímetros. A expectativa é que os números sejam atualizados nesta terça-feira.

Mortes confirmadas

Até o início da manhã desta terça-feira (24/2), a Prefeitura do município havia contabilizado 14 mortes, mas o Corpo de Bombeiros informou mais duas vítimas, somando 16 mortes. De acordo com o Executivo municipal, 15 das vítimas foram encontradas nos seguintes locais:

  • Quatro na Rua Natalino José de Paula, no Bairro JK;
  • Quatro na Rua Orville Derby Dutra, no Bairro Santa Rita;
  • Duas na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal;
  • Uma na Rua José Francisco Garcia, no Bairro Lourdes;
  • Uma na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina;
  • Uma na Estrada Athos Branco da Rosa, no Bairro São Benedito;
  • Uma na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa;
  • Uma na Rua natalino José de Paula, no Bairro JK.

Como ajudar as vítimas em Juiz de Fora

A Prefeitura e entidades parceiras montaram uma rede de solidariedade para apoiar as famílias desalojadas e desabrigadas. Os itens de maior necessidade no momento são água potável, alimentos não perecíveis, kits de higiene pessoal, roupas de cama e banho.

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Pontos de Arrecadação

  • Defesa Civil (Prédio da Prefeitura): Avenida Brasil, 2.005, Centro. (24 horas)
  • Corpo de Bombeiros: Avenida Brasil, 3.405, Bairro Industrial.
  • Câmara Municipal de Juiz de Fora: Rua Halfeld, 955, Centro.
  • Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS): Todas as unidades nos bairros estão recebendo donativos em horário comercial.
  • Paróquia de São Sebastião: Praça Hermenegildo Vilaça, s/n, Centro.

O que doar com prioridade

  • Água mineral e leite em pó;
  • Fraldas infantis e geriátricas;
  • Absorventes e sabonetes;
  • Colchões e cobertores em bom estado.

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