A chuva não tem dado trégua em Belo Horizonte e o tempo deve permanecer instável. Segundo a Defesa Civil municipal, o dia é de chuva forte a qualquer hora nesta sexta-feira (23/1).

Conforme a previsão, o dia é de céu encoberto com pancadas de chuva. As precipitações colocaram todas as regionais do município sob alerta de risco geológico, pelo menos, até segunda-feira (23/1).

Em pleno verão, a capital também tem marcado baixas temperaturas. A mínima registrada nesta sexta foi de 15,1°C, às 1h,  com sensação térmica de 7,3°C, na estação Cercadinho, na Região Oeste. A máxima pode chegar a 20°C e a umidade relativa do ar mínima fica em torno de 80%, à tarde.

Mínimas registradas por regional em 23/1

  • Barreiro: 16,3 °C, à 0h50.
  • Centro-Sul: 15,7 °C, à 0h15.
  • Oeste: 15,1 °C, com sensação térmica de 7,3 °C, à 1h.
  • Pampulha: 16,6 °C, com sensação térmica de 17,5 °C, às 2h.
  • Venda Nova: 17,0 °C, às 2h45.

Chuva em janeiro

Apesar de muita chuva no primeiro mês de 2026, a meteorologia já previa um acumulado alto de precipitação em BH para janeiro, que é tradicionalmente chuvoso. De acordo com a Defesa Civil municipal, a média climatológica de precipitações é de 330,9 milímetros (mm) em janeiro para cada regional.

O volume é considerado bastante alto, uma vez que, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), uma taxa de chuva de 1 milímetro por minuto equivale a 1 litro de água por minuto em uma área de 1 metro quadrado. Por exemplo, se chover 20 milímetros, isso significa que, em cada metro quadrado, caíram 20 litros de água.

No entanto, algumas regiões já ultrapassaram o total esperado para os 31 dias. As regiões Barreiro, Nordeste, Noroeste e Oeste registaram, respectivamente, 355,8mm, 335,8mm, 339mm e 402,4mm.

Acumulado de chuva até 6h de 23/1

  • Barreiro: 355,8 (107,5%)
  • Centro-Sul: 326,3 (98,6%)
  • Hipercentro: 250,2 (75,6%)
  • Leste: 300,8 (90,9)
  • Nordeste: 335,8 (101,5%)
  • Noroeste: 339,0 (102,4%)
  • Norte: 262,0 (79,2%)
  • Oeste: 402,4 (121,6%)
  • Pampulha: 320,4 (96,8%)
  • Venda Nova: 296,2 (89,5%)

Média climatológica de janeiro: 330,9 mm

Em apenas cinco dias, a capital registrou chuva intensa e constante, sendo que a maioria das regiões registraram mais de 100mm no período. As regionais Nordeste, Oeste e Pampulha foram as que contabilizaram mais volume de chuva, somando mais da metade do total esperado para o mês em menos de uma semana.

Acumulado de chuvas (mm), das 0h do dia 18 até às 6h do dia 23/1:

  • Barreiro: 134,1 (40,5%)
  • Centro-Sul: 133,3 (40,3%)
  • Hipercentro: 147,8 (44,7%)
  • Leste: 156,0 (47,1%)
  • Nordeste: 171,2 (51,7%)
  • Noroeste: 31,8 (9,6%)
  • Norte: 103,4 (31,2)
  • Oeste: 186,0 56,2%)
  • Pampulha: 180,0 (54,4%)
  • Venda Nova: 163,6 (49,4%)

Média climatológica de janeiro: 330,9 mm

Risco geológico

Um alerta para risco geológico em diferentes regiões da capital foi emitido nessa terça (20/1), mas sofreu atualizações com o volume de chuva registrado nos últimos dias. De acordo com a Defesa Civil municipal, avisos para risco moderado são emitidos quando a intensidade da chuva é maior ou igual a 50 mm em 48 horas. Já os alertas para risco forte ocorrem quando o acumulado de chuva supera 70 mm no período de 72h. Ambos representam risco de deslizamentos e desabamentos.

Quais são os sinais de deslizamento?

  • Trincas nas paredes.
  • Água empoçando no quintal.
  • Portas e janelas emperradas.
  • Rachaduras no solo.
  • Água minando da base do barranco.
  • Inclinação de poste ou árvores.

É recomendado que a população não fique em residências localizadas em áreas muito inclinadas ou em áreas sujeitas a soterramento e busque um local seguro. Em caso de emergência, entre em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

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O que fazer em caso de chuva?

O órgão municipal recomenda que, em caso de fortes chuvas, a população evite áreas de inundação e não trafegue em ruas sujeitas a alagamentos ou perto de córregos e ribeirões, além de não se abrigar ou estacionar veículos embaixo de árvores.

Recomendações

  • Não enfrente alagamentos: evite atravessar vias alagadas, mesmo de carro. A força da enxurrada pode ser perigosa, e a água pode esconder bueiros abertos ou buracos.
  • Evite contato com a água: não toque em águas de inundações, pois há risco de contaminação e de choque elétrico.
  • Proteja-se contra raios: não se abrigue debaixo de árvores ou próximo a postes. Durante tempestades, desligue aparelhos elétricos para evitar danos causados por descargas.
  • Previna-se em casa: mantenha calhas e ralos limpos para facilitar o escoamento da água da chuva e evite descartar lixo em locais que possam entupir bueiros.
  • Busque ajuda: em situações de emergência, como risco de deslizamento ou desabamento, acione imediatamente a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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