Caso Varginha: novos relatos de testemunhas ganham imprensa internacional
Depoimentos exibidos nos EUA voltaram a levantar questionamentos sobre operações militares e versões oficiais do episódio de 1996
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O Caso Varginha, no Sul de Minas, voltou ao centro do noticiário internacional. Na terça-feira (20/1), uma coletiva de imprensa realizada em Washington, nos Estados Unidos, trouxe depoimentos de novas testemunhas e relatos por escrito que provariam que realmente ocorreu a queda de um OVNI e o contato com entidades biológicas não humanas em janeiro de 1996 na cidade brasileira.
A conferência foi organizada pelo jornalista investigativo James Fox, diretor do documentário “Moment of contact”, que conta detalhes do caso. Durante a coletiva, Fox apresentou depoimentos escritos e em vídeo de pessoas que afirmam ter presenciado diretamente os acontecimentos de janeiro de 1996 em Varginha.
Segundo os organizadores, ao menos seis testemunhas brasileiras tiveram vistos negados para viajar aos EUA, e por isso seus relatos foram gravados no Brasil.
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O primeiro depoimento presencial foi de Carlos, brasileiro que diz ter testemunhado a queda de um objeto em formato de charuto em uma área rural próxima à cidade. Ele afirmou que, inicialmente, pensou se tratar de um dirigível, mas mudou de ideia ao perceber que a aeronave estava em perigo.
“Metade da nave parecia intacta. O resto estava espalhado pelo chão. Havia um cheiro muito forte, como de amônia ou ovos podres”, relatou.
Carlos afirmou que veículos do Exército chegaram rapidamente ao local e que soldados o obrigaram a sair sob a mira de armas. Segundo ele, pouco depois, foi abordado por homens em um carro escuro, vestidos de terno, que demonstraram saber detalhes de sua vida pessoal.
“Eles disseram que eu nunca tinha visto nada. Fiquei com medo. Passei quase 30 anos sendo ridicularizado e em silêncio”, declarou.
A coletiva também retomou os relatos das três jovens que se tornaram os rostos mais conhecidos do Caso Varginha. Liliane Silva, em depoimento exibido em vídeo, descreveu novamente o encontro com uma criatura viva enquanto voltava para casa.
“Era um ser pequeno, com olhos vermelhos, pele marrom e oleosa e veias aparentes. Quando olhei para ele, senti como se o mundo tivesse parado”, disse.
Segundo Liliane, a sensação era de que a criatura estava sofrendo e precisava de ajuda, porém o medo falou mais alto.
Kátia Xavier e Valquíria, que estavam com ela, reafirmaram que o episódio mudou suas vidas de forma definitiva.
A mãe de Liliane e Valquíria, Luiza Helena de Silva, relatou ter visto uma pegada no quintal — um pé com três dedos longos — e ressaltou que homens vestidos de preto teriam oferecido dinheiro para que a família dissesse à imprensa que tudo não passou de um engano.
Relatos médicos
Um médico legista, que não foi identificado, afirmou que atuava em Varginha à época e fez uma autópsia no soldado da Polícia Militar Marco Eli Chereze, em fevereiro de 1996; Chereze morreu de forma repentina. Segundo os ufólogos, ele foi infectado por um microrganismo após ter contato com a criatura extraterrestre sem proteção, durante uma ação de captura.
“Era uma bactéria extremamente agressiva, resistente a medicamentos. Isso não é comum em pessoas jovens”, contou. A morte do soldado da Polícia Militar Marco Eli Chereze, em fevereiro de 1996, é um dos pontos mais sensíveis associados ao Caso Varginha.
Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM nº 18/97) e laudos do Instituto Médico Legal de Minas Gerais, o militar morreu em decorrência de septicemia causada pela bactéria Staphylococcus aureus, com insuficiência respiratória aguda e choque bacteriano. As conclusões oficiais apontam que não há qualquer ligação entre o óbito e os supostos acontecimentos ufológicos, descartando contato com agentes biológicos desconhecidos.
Apesar disso, a morte segue sendo questionada por ufólogos. Chereze era jovem, saudável e teria participado de uma operação incomum dias antes de adoecer rapidamente, o que alimenta suspeitas dentro da comunidade ufológica.
Para pesquisadores, o problema não é apenas o laudo médico, mas o contexto de sigilo, movimentação militar atípica e ausência de documentos públicos detalhados, fatores que mantêm o episódio como um dos mais controversos do Caso Varginha.
Outro depoimento destacado foi o do neurologista Dr. Italo Venturelli, que disse ter visto uma entidade não humana em um hospital. Segundo ele, o ser tinha aparência infantil, crânio em formato de lágrima, olhos lilás e três dedos nas mãos.
“O que mais me marcou foi o olhar. Havia inteligência, compreensão. Tive a impressão de que ele sabia que estava sendo ajudado”, salientou.
Um soldado, com identidade preservada, afirmou ter participado do transporte de um ser e disse ter ouvido que militares norte-americanos teriam assumido o controle da operação, levando a criatura para um local desconhecido.
Ao fim da coletiva, o deputado republicano Eric Burlison pediu que o público pressione o Congresso dos EUA por maior divulgação de documentos. “Se essas pessoas estão dizendo a verdade, temos o dever institucional de investigar e de sermos transparentes com a população.”
O Pentágono, por sua vez, reiterou em nota que não há evidências de que os UAPs (sigla em inglês para Fenômenos Anômalos Não Identificados) tenham origem extraterrestre e negou a existência de programas secretos de recuperação de naves ou entidades.
Especialista alerta para impacto econômico de vida extraterrestre
Paralelamente à repercussão da coletiva sobre o Caso Varginha, um relatório elaborado por Helen McCaw, ex-analista sênior de segurança financeira do Banco da Inglaterra, passou a circular nas redes sociais e em veículos internacionais, ampliando o debate para além da ciência e da defesa.
No documento — enviado ao então chefe do banco, Andrew Bailey, segundo o The Sunday Times —, McCaw alerta para os impactos econômicos e financeiros globais caso uma presença alienígena fosse oficialmente confirmada.
Segundo ela, a constatação de seres extraterrestres que não têm origem humana poderia provocar um “choque ontológico”, alterando a forma como governos, mercados e investidores interpretam a realidade.
“A confirmação de tecnologias além do conhecimento humano atual, como sistemas avançados de propulsão ou novas formas de energia, poderia desestabilizar setores inteiros da economia”, enfatizou McCaw no relatório.
Ela avaliou que a simples revelação poderia elevar drasticamente a incerteza, levando a fuga de capitais, reavaliação de ativos e aumento da volatilidade global, com impacto direto em setores como energia, defesa, transporte e tecnologia.
Para McCaw, bancos centrais precisariam ir além do controle da inflação e passar a analisar formalmente os riscos à estabilidade financeira associados ao tema, em coordenação com organismos internacionais. “A política atual de silêncio precisa ser substituída por planejamento proativo e transparência”, defendeu.
Ela compara o possível impacto a crises como a de 2008 ou a pandemia de Covid-19, com a diferença de que não haveria precedente histórico para orientar decisões.
O relatório também aponta consequências indiretas: mudanças no comportamento de consumo, no mercado de trabalho e até uma possível demanda inédita por serviços de saúde mental. “Mudanças nas crenças sociais tenderiam a afetar a dinâmica da atividade econômica”, escreveui.
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Segundo McCaw, ignorar o tema não reduz riscos — apenas adia decisões que, no futuro, precisariam ser tomadas de forma improvisada.