DEBATE NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

ET de Varginha: o que Congresso debateu sobre o caso

Em setembro de 2025, audiência pública na Câmara dos Deputados abordou objetos voadores não identificados, sigilo militar e direito à informação

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Você sabia que, o caso do ET de Varginha, que ocorreu no Sul de Minas em 20 de janeiro de 1996, foi tema de audiência pública, meses antes de completar 30 anos? O evento, realizado em setembro de 2025 na Câmara dos Deputados, em Brasília, abordou temas como objetos voadores não identificados, sigilo militar, direito à informação e soberania nacional — sem, no entanto, trazer respostas definitivas sobre o que teria ocorrido em janeiro de 1996.

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Segundo ufólogos e pesquisadores ouvidos durante a audiência, o encontro não foi um evento isolado, mas parte de uma estratégia de institucionalização do Caso Varginha. A intenção, de acordo com eles, foi retirar o debate do campo marginal da ufologia e levá-lo oficialmente para dentro do Estado brasileiro.

O objetivo central era questionar formalmente o silêncio das Forças Armadas, especialmente do Exército, sobre documentos, operações e movimentações militares relatadas por testemunhas ao longo dos anos. “O foco era o uso da lei. A falta de informações oficiais do Exército precisava ser questionada juridicamente”, afirmou o ufólogo e presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), Marco Antônio Petit.

A reunião foi organizada pelo deputado federal Chico Alencar (PSOLRJ) e ocorreu no âmbito de uma comissão da Câmara dos Deputados. “Um OVNI não significa necessariamente uma nave extraterrestre. O termo se refere a algo que não pôde ser identificado. Isso envolve o direito à informação e a soberania nacional”, afirmou o deputado na ocasião.

Entre os temas abordados estavam os relatos das testemunhas, depoimentos de militares, questionamentos sobre hospitais, mortes de animais e movimentação de tropas e solicitações formais de abertura de arquivos militares. “Se não houve nada, por que existe tanto sigilo?”, questionou. 

Soberania nacional e acusações de cooperação internacional

Outro ponto recorrente no debate foi a suspeita de que materiais e informações teriam sido repassados a autoridades estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos — algo negado oficialmente pelo Exército e pelo Ministério da Defesa.

“Eles levaram tudo embora para os Estados Unidos, o que mostrou uma subserviência horrorosa do governo brasileiro. Houve quebra da soberania nacional com a entrega de materiais ao governo americano”, acusou Marco Antonio Petit na audiência.

Segundo ele, a questão foi levada ao Congresso como um problema de soberania nacional.

Durante a audiência, o ufólogo Vitório Pacaccini, autor do livro “Incidente em Varginha”, defendeu que o episódio envolveu uma grande operação militar. “Pelo menos cinco dessas criaturas foram capturadas de forma extremamente sigilosa, com apoio das forças militares”, afirmou.

Para ele, Varginha foi palco do maior caso ufológico do mundo. “As Forças Armadas não iriam mobilizar uma operação de segurança nacional para capturar um cachorro ou um gato diferente. Eles sabiam o que estavam fazendo”, disse na ocasião.

Pacaccini também afirmou ter sofrido intimidações e defendeu que o sigilo teria sido adotado para evitar pânico na população.

Durante a audiência, parlamentares e especialistas destacaram a Lei de Acesso à Informação (LAI) como principal instrumento jurídico para questionar o sigilo militar. Para os ufólogos, o problema não é apenas a negativa, mas a ausência de justificativas técnicas detalhadas para a manutenção do sigilo.

Segundo os pesquisadores, mesmo documentos classificados poderiam ter partes tornadas públicas, sem comprometer a segurança nacional.

No evento, durante o momento aberto para perguntas, Victor Rattes, integrante do MBL, subiu à tribuna usando um chapéu de alumínio. “Estou usando esse chapéu de alumínio para representar o espírito da audiência, mas deveria estar usando um chapéu de palhaço”, disse.

Em resposta, o editor da revista UFO, Thiago Luiz Ticchetti, defendeu a legitimidade do debate. “Estamos falando de um tema que qualquer pessoa nesta comissão participativa pode levantar. O direito à informação é de todos”, afirmou.

Um marco simbólico, sem respostas definitivas

Apesar das críticas e controvérsias, os organizadores avaliam que a audiência teve valor simbólico histórico, ao levar oficialmente o tema ao Parlamento. “É um marco na história da ufologia, porque é uma parte do governo conversando sobre isso”, resume Pacaccini.

Apesar de considerar um passo importante para que o Caso Varginha ganhe mais credibilidade, os ufólogos afirmam que não houve avanço concreto na abertura de arquivos ou no posicionamento das Forças Armadas.

“Ela teve um peso simbólico enorme, mas o Exército continuou sem abrir nada”, avalia Petit.

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