‘Ficha não caiu’: diz irmã de mulher morta pelo enteado em Juiz de Fora
Além da madrasta, homem confessou que matou o pai, as irmãs e o sobrinho de cinco anos. Vítimas moravam no mesmo terreno e foram encontradas sem vida
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“Até agora a ficha ainda não caiu”. A fala é de Rosa Fernandes, irmã da madrasta do homem que confessou ter matado cinco pessoas da mesma família na manhã desta quarta-feira (7/1), em Juiz de Fora (MG), na Região da Zona da Mata. O sentimento é de incredulidade e indignação entre parentes e amigos das vítimas, que foram identificadas como pai, de 74 anos, madrasta, 63; irmãs, de 42 e 47; e sobrinho, de apenas 5 anos, do principal suspeito. Os corpos foram encontrados pouco antes das 8 horas.
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Em entrevista à TV Alterosa, Rosa explicou que estava em um culto quando o sobrinho ligou informando o fato. Em um primeiro momento, mesmo com o relato de quem havia sido encontrado sem vida, a mulher não acreditou no que havia acontecido. “Ninguém está acreditando. Até agora a ficha ainda não caiu”.
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A família será velada na noite desta quarta-feira, no Cemitério Parque da Saudade. O sepultamento está previsto para a manhã desta quinta-feira (8/1). O pai do suspeito foi pastor da Igreja do Nazareno Unidos em Cristo, no Bairro Santa Cecília, onde morava e onde o crime aconteceu. Atualmente a congregação é liderada por outro filho, que encontrou as vítimas.
O que se sabe sobre o caso?
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada por volta de 7h40. A família foi encontrada por um parente, que morava no mesmo terreno, mas não foi atacada. Aos militares, o homem relatou que ao sair para trabalhar encontrou todos os familiares mortos dentro de casa. Além disso, ele afirmou que o crime poderia ter sido cometido por seu irmão, de 42 anos, que estaria tendo transtornos psiquiátricos.
Logo após a chamada, os militares enviaram uma equipe até o endereço do suspeito em um condomínio de prédios no Bairro Santa Terezinha, Região Nordeste da cidade. No local, assim que viu os policiais, o homem se entregou e confessou ter matado a família.
De acordo com o tenente-coronel Flávio Tafúri, o suspeito alegou que os homicídios foram motivados por uma dívida. No entanto, na sequência, teria dado outra explicação afirmando ser por atritos familiares. Além disso, no endereço os militares apreenderam uma faca que teria sido usada na ocorrência.
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“Temos apenas relatos dos familiares de que ele (o suspeito) vinha passando por problemas psiquiátricos. Mas nós não temos registro de nenhum laudo. Além disso, em todos os levantamentos não houve nenhum registro envolvendo o autor”, afirmou Tafúri sobre o suposto surto.
Ainda de acordo com o tenente-coronel, o primeiro a ser atacado e morto foi a irmã de 42 anos do suspeito. Imagens de segurança de um imóvel em frente a casa da família flagraram o momento que o homem abordou a mulher, que saía para trabalhar. Ao vê-la no portão do imóvel, ele caminha em sua direção e começa a agredi-la.
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“Ele já atacou a primeira. Em seguida, matou a madrasta, Foi até o quarto de uma das casas e matou o pai, que fazia tratamento contra o câncer. Então, matou a outra irmã. E, por último, assassinou o sobrinho”, relatou Flávio Tafúri.