A maquiagem dos olhos não precisa necessariamente de sombras coloridas ou delineados elaborados para ganhar um ponto de cor. Uma máscara bordô, uma lapiseira marrom ou mesmo um traço verde podem ser suficientes para mudar o resultado da produção — e é justamente nessa proposta que entra o eyemaxxing.

A técnica parte do princípio de usar o contraste do círculo cromático para destacar diferentes tonalidades de íris. Para olhos castanhos, por exemplo, azul-marinho, violeta, berinjela e verde-esmeralda criam contraste. Nos olhos azuis, tons quentes como cobre, terracota, bronze, dourado e marrom alaranjado podem chamar atenção para a cor natural. Já os olhos verdes ganham contraste com nuances avermelhadas e arroxeadas, como vinho, ameixa e bordô. Para olhos mel ou avelã, tons terrosos, dourados e verdes profundos são algumas das possibilidades.

Isso, no entanto, está longe de ser uma regra. A ideia também pode ser simplesmente acrescentar um toque de cor à maquiagem sem transformar o visual em uma produção muito elaborada. Para quem ainda não se sente confortável com sombras vibrantes, trocar a máscara preta por uma bordô ou usar uma lapiseira colorida é uma maneira mais discreta de experimentar.

Leia Mais

A Vizzela tem opções que seguem essa proposta, como as lapiseiras para olhos nas cores marrom, Cherry e verde-oliva. A marca também oferece máscaras nos tons preto, marrom e bordô, em diferentes versões de aplicador.

O Estado de Minas recebeu e testou alguns desses produtos para entender como as cores aparecem na prática, qual é o efeito nos cílios e quanto tempo a maquiagem permanece no lugar.

Máscara cherry

Entre os produtos testados está a Máscara de Cílios Bordô Big No Panda Cherry. A promessa é entregar volume, curvatura e definição com a tecnologia No Panda, que forma uma película ao redor dos cílios e pode ser removida com água morna.

Na prática, o tom chama atenção justamente por não ser um bordô extremamente vermelho. Nos cílios pretos, ele aparece mais como um marrom avermelhado com fundo vinho, o que deixa o resultado mais discreto. É uma característica que, para mim, faz diferença: em vez de parecer uma máscara colorida muito evidente, o produto acrescenta uma mudança sutil ao olhar.

As máscaras Vizzela na cor cereja, com tecnologia No Panda e opções de aplicadores, foram testadas na reportagemVizzela / divulgação

Com uma camada, o efeito é natural, mas tem aquele pequeno “tchan” que diferencia a maquiagem preta convencional. Com duas ou três camadas, a cor fica mais perceptível e aparecem também volume, curvatura e alongamento.

Mesmo com a construção de camadas, os cílios continuam separados. Não houve aquele efeito de fios grudados ou de “pata de aranha”, e o aplicador não acumula uma quantidade excessiva de produto na haste.

O aplicador Big é grande, mas maleável. Isso ajuda a alcançar os fios e permite trabalhar também em cílios mais curtos sem que o tamanho da escova necessariamente dificulte a aplicação.

Durante o uso, a máscara não borrou, não esfarelou e não deixou manchas na região abaixo dos olhos. Ao mesmo tempo, não criou dificuldade na hora da remoção: com água morna, a película se desprende dos cílios.

A fórmula é uma emulsão tradicional de água e ceras, mas conta com polímeros formadores de filme. Entre eles estão o Acrylates Copolymer e o VP/Eicosene Copolymer, responsáveis por formar uma película sobre os fios e contribuir para a fixação.

As ceras sintética e de carnaúba ajudam a dar estrutura ao produto. A carnaúba, em especial, contribui para a sustentação e a firmeza da camada aplicada sobre os cílios, enquanto outros componentes dão corpo e cremosidade à fórmula.

O resultado observado no teste combina justamente esses dois lados: a máscara permite construir volume sem ficar excessivamente pesada e, depois de seca, permanece no lugar sem esfarelar.

É importante observar que a proposta é de maquiagem e desempenho estético. A fórmula não traz, entre seus principais componentes, ativos destinados especificamente ao crescimento ou fortalecimento dos cílios.

Big No Panda ou No Panda?

A Vizzela oferece a mesma máscara também na versão No Panda, com um aplicador menor e mais preciso. A formulação, a cor e o tamanho da embalagem são os mesmos. 

O que muda é principalmente a escova. Durante o teste, a versão menor se mostrou mais fácil de controlar, especialmente para quem tem cílios pequenos ou costuma borrar a pálpebra durante a aplicação.

Modelo aplica máscara de cílios bordô Big No Panda Cherry da Vizzela, produto testado na reportagem sobre maquiagem coloridaVizzela / divulgação

Em compensação, o aplicador menor entrega menos volume. O resultado fica mais concentrado em alongamento e separação dos fios, com um efeito natural.

Para quem gosta de bastante volume, a Big faz mais sentido. Para quem prioriza precisão e tem dificuldade com aplicadores grandes, a No Panda é uma alternativa interessante dentro da mesma proposta.

Lapiseira Cherry

A Vizzela também aposta no tom Cherry na Lapiseira para Olhos. E aqui a cor segue a mesma lógica da máscara: apesar de ser apresentada como uma opção bordô, não é um vermelho aberto.

Na pele, o produto aparece como um marrom avermelhado com fundo vinho, uma tonalidade fácil de incorporar à maquiagem cotidiana. A cor é intensa e pigmentada desde o primeiro traço.

A aplicação é macia. A lapiseira desliza pela pele sem exigir pressão e pode ser usada tanto para delinear quanto na linha d'água. Também é possível esfumar, mas é preciso trabalhar rapidamente: depois que o produto seca, ele adere bastante à pele.

Foi justamente essa característica que mais chamou atenção no teste. Há uma janela curta para esfumar e construir o efeito desejado; depois disso, a lapiseira fica bastante resistente ao atrito.

Ela também não borrou ou transferiu durante o uso. A ponta retrátil dispensa apontador e facilita o uso no dia a dia.

Lapiseira da linha Cherry da VizzelaVizzela / divulgação

Diferentemente de uma fórmula aquosa, a lapiseira é anidra, ou seja, não tem água como base. O Methyl Trimethicone proporciona o deslizamento inicial e evapora depois da aplicação.

Na sequência, entram em ação os agentes formadores de filme, como o Trimethylsiloxysilicate e o Acrylates/Dimethicone Copolymer. Eles ajudam a criar uma película resistente à água e ao atrito, mantendo o traço no lugar.

Ceras como polietileno e ozoquerita dão estrutura à ponta, enquanto um sistema de estabilização mantém os pigmentos distribuídos de maneira uniforme.

É uma combinação que explica a diferença entre a aplicação e o resultado final: no começo, a lapiseira é cremosa e fácil de esfumar; depois de seca, fica bastante resistente.

A mesma lapiseira pode ser usada nos lábios, mas há uma ressalva. Como a fórmula foi desenvolvida para aderir e secar na região dos olhos, pode deixar sensação de ressecamento se for usada em toda a boca. Para essa finalidade, faz mais sentido utilizá-la para contornar os lábios e aplicar um produto mais confortável no centro.

Máscara marrom

Outras apostas da marca são as Máscara de Cílios No Panda e Big No Panda Brown. O marrom é mais acinzentado e fechado, quase preto, mas suficientemente diferente do preto tradicional para produzir um resultado mais suave.

É justamente uma das versões que mais funciona para o cotidiano. Nos cílios, a diferença para uma máscara preta não é gritante, mas o olhar fica menos carregado.

Máscaras Vizzela nas cores cereja e marrom, destacadas na reportagem por sua tecnologia No Panda e variedade de aplicadoresVizzela / reprodução

A fórmula mantém a proposta de volume, curvatura, definição e resistência da linha. Com uma camada, o resultado é natural e os fios permanecem bem separados. A construção de camadas permite intensificar o efeito sem perder completamente essa separação.

Assim como na Cherry, a máscara não borrou nem esfarelou durante o uso e pôde ser removida com água morna ou demaquilante.

A versão marrom também está disponível nos dois aplicadores. A Big concentra mais volume, enquanto a No Panda, menor, facilita a aplicação em cílios pequenos e favorece um resultado mais definido e alongado.

Embora a estrutura da máscara marrom seja bastante semelhante à da Cherry, há uma diferença na composição: não há Sodium Laureth Sulfate na composição dessa versão. Isso não permite afirmar que o produto seja adequado para todos os olhos sensíveis, mas reduz um componente presente na outra fórmula analisada.

Máscara de cílios marrom, um dos produtos coloridos destacados na matéria, é uma forma de realçar o olharVizzela / divulgação

O sistema de formação de filme, entretanto, continua presente. Acrylates Copolymer e o VP/Eicosene Copolymer ajudam na fixação, enquanto as ceras dão corpo e sustentação aos cílios.

Lapiseira marrom

A lapiseira marrom da Vizzela é diferente das outras opções marrons disponíveis no portfólio da marca. O tom testado é mais frio, acinzentado e conta com um toque metalizado.

É uma alternativa para quem quer sair do preto sem necessariamente partir para uma cor muito evidente. O resultado é particularmente interessante para um delineado esfumado ou para marcar a linha d'água.

A textura é muito macia e cremosa. O traço desliza facilmente e a pigmentação aparece logo na primeira passada. Como acontece com a Cherry, é importante esfumar imediatamente: depois de seca, a fórmula fica bastante resistente.

Lapiseira marrom da Vizzela, um dos produtos versáteis avaliados na matéria para realçar o olhar com discriçãoVizzela / divulgação

A composição também tem uma rede de formadores de filme e ceras, mas conta ainda com Hydrogenated Polyisobutene, que contribui para a sensação mais cremosa durante a aplicação. A sílica ajuda no acabamento mais aveludado, enquanto a vitamina E aparece como antioxidante na fórmula.

A resistência à água, ao suor e ao atrito é um dos destaques. No entanto, apesar da fixação alta, a remoção é possível com produtos específicos para maquiagem de longa duração.

Assim como a Cherry, essa lapiseira pode ser utilizada no contorno dos lábios. Para uso na boca, porém, vale a mesma recomendação: a fórmula não foi desenvolvida para funcionar como um batom confortável e pode marcar ou ressecar a região.

E as máscaras pretas?

As versões tradicionais pretas No Panda e Big No Panda também passaram pelo teste. E, embora não tenham o apelo colorido do bordô e do marrom, entregaram o resultado esperado de uma máscara para o dia a dia.

A versão preta mantém a estrutura encontrada na máscara marrom, a única diferença é o pigmento.. O resultado é um preto fechado e opaco.

O desempenho também é semelhante: volume, curvatura, definição e boa fixação. Os cílios ficam separados e é possível construir o efeito com mais de uma camada.

Um detalhe importante é que a fórmula dessa versão também não traz Sodium Laureth Sulfate. O sistema de polímeros formadores de filme permanece, o que ajuda a explicar a resistência ao suor e à umidade sem que o produto esfarele ao longo do dia.

Para quem não quer experimentar cores, portanto, as máscaras pretas continuam sendo opções convencionais dentro da linha. A diferença está mais na escolha do aplicador e no efeito desejado do que em uma mudança radical de desempenho.

Vale a pena?

As máscaras custam R$ 59,90, enquanto as lapiseiras saem por R$ 39,99. No caso das máscaras, o preço coloca os produtos em uma faixa intermediária do mercado nacional. 

Há concorrentes em diferentes valores e propostas, incluindo máscaras coloridas bordô da Océane (R$ 65,90) e da Dalla (R$ 55,90). Além há opções marrons como a Bruna Tavares BT Coca-Cola Refresh Your Lashes (R$ 85,90) e a Máscara de Cílios Super Brown Niina Secrets Neutrals, de Eudora (R$ 54,99). 

Entre as pretas, Maybelline também tem versões conhecidas por volume, curvatura e remoção facilitada. Destaque para a clássica Colossal custa em torno de R$ 53.Outra boa opção é a Máscara de Cílios 5 em 1 da Avon, que custa R$ 37,99.

O diferencial da Vizzela está menos em uma promessa de efeito completamente diferente e mais na combinação entre cor, tecnologia No Panda e variedade de aplicadores. 

A Cherry, por exemplo, consegue acrescentar vinho ao olhar sem deixar o resultado excessivamente colorido. Já o marrom é uma alternativa ainda mais discreta para quem quer diminuir o peso visual da máscara preta.

Entre os dois aplicadores, a escolha depende do resultado procurado. A Big favorece volume, enquanto a No Panda facilita a precisão e entrega um efeito mais leve e separado.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

As lapiseiras, por R$ 39,99, também entram em uma faixa intermediária. Há opções de marcas como Mari Maria (marrom e preto, R$ 39,99), Ruby Kisses (marrom, preto, branco, azul, marsala e dourado, custando cerca de R$ 15,90) e Océane (marrom, preto e bordô, com preços que variam entre R$ 38,90 e R$ 63,90). 

compartilhe