Na Serra da Mantiqueira, Estiva transformou um plantio iniciado em 1963 em parte duradoura de sua identidade. A primeira lavoura registrada reuniu cerca de 100 mil pés. Hoje, o município segue conhecido como Terra do Morango, mantendo agricultura, memória familiar e produção rural ligadas à história local.
Como Estiva começou a plantar morangos em 1963?
A história local aponta Osvaldo, conhecido como Osvaldinho Galinha, como o primeiro produtor de morango do município. Depois de trabalhar em Atibaia, em São Paulo, ele voltou ao Sul de Minas com experiência no cultivo e iniciou a plantação no bairro Ribeirão das Pedras.
Esse começo ajuda a explicar por que Estiva ficou tão ligada à fruta. O município passou a reunir produção, memória familiar e comércio em torno do morango, transformando um cultivo agrícola em marca reconhecida da cidade.
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O que torna esse primeiro plantio tão marcante?
O registro municipal informa que o plantio inicial reuniu cerca de 100 mil pés da variedade chamada “morango-13”, também conhecida localmente como Azedinho. Para uma atividade ainda nova na região, a escala ajudou a mostrar que a fruta podia ocupar espaço comercial no município.
A experiência também conectou Estiva ao conhecimento trazido de Atibaia, que já tinha tradição com a cultura. O aprendizado foi adaptado às condições locais e abriu espaço para outros produtores, criando uma trajetória que continuou muito além daquela primeira lavoura de 1963.
Como o morango passou a fazer parte da cidade?
Com o tempo, o morango deixou de ser apenas uma novidade agrícola e passou a aparecer na imagem pública de Estiva. Produção rural, comércio e eventos ligados à fruta reforçaram o apelido de Terra do Morango, usado para identificar o município dentro e fora da Mantiqueira.
A ligação continua visível porque a agricultura ainda pesa no cotidiano local. Dados oficiais mostram que Estiva tinha 11.921 moradores estimados em 2026, mantendo o perfil de cidade pequena onde atividades rurais continuam próximas da vida urbana.
A seguir listamos quatro marcas dessa relação com o morango que ajudam a entender por que a fruta virou parte da identidade municipal:
- 1963: ano registrado para o primeiro plantio de grande escala no município.
- Ribeirão das Pedras: bairro onde a lavoura inicial foi instalada.
- 100 mil pés: quantidade aproximada atribuída ao cultivo pioneiro de Osvaldinho.
- Terra do Morango: apelido que resume a ligação duradoura entre Estiva e a fruta.
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Quais números ajudam a situar Estiva hoje?
A cidade ocupa uma área de pouco mais de 243 km² e continua inserida no Sul de Minas, em uma paisagem marcada por morros e propriedades rurais. Esse tamanho territorial ajuda a entender por que agricultura, deslocamentos curtos e pequenas comunidades continuam ligados ao centro urbano.
O município combina escala pequena e atividade agrícola forte. A história do morango se encaixa nesse cenário porque nasceu em uma propriedade local, ganhou mercado regional e terminou incorporada à forma como Estiva se apresenta, sem depender de uma grande estrutura urbana para se tornar conhecida.
A seguir listamos três dados de Estiva que colocam a história do morango dentro do perfil atual do município:
| Indicador | Valor | O que mostra |
|---|---|---|
| Primeiro plantio | 1963 | Início registrado da tradição local |
| População estimada | 11.921 em 2026 | Cidade mantém pequeno porte |
| Área territorial | 243,872 km² | Município combina zona urbana e rural |
Por que Estiva continua conhecida como Terra do Morango?
O apelido permanece porque reúne memória e produção numa história fácil de reconhecer. O plantio de 1963 não ficou isolado como curiosidade antiga: ele virou referência para a trajetória agrícola do município e ajudou a colocar Estiva no mapa da produção de morangos em Minas.
Assim, a força de Estiva não está apenas em ter começado cedo, mas em manter essa lembrança viva por mais de seis décadas. Entre lavouras, famílias produtoras e a identidade de Terra do Morango, a cidade transformou uma experiência agrícola em parte duradoura de sua própria história.
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