Um tributo a Lô Borges, comandado por seus irmãos Marilton e Telo e pelo sobrinho Rodrigo Borges é um dos destaques da programação musical da 13ª edição do Festival Internacional de Cerveja e Cultura, que ocupa o Parque Municipal neste sábado (18/7), a partir das 13h.
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Também se apresentam no evento a Orquestra Mineira de Rock; Audergang, com participações especiais de Cláudio Venturini, Affonsinho e Lvise; Dalila Lana e banda; e School of Rock com House of Band; além do DJ Cateb.
A homenagem a Lô, figura seminal do Clube da Esquina, que morreu em novembro do ano passado, passeia por seus maiores sucessos, incluindo “Clube da esquina 2”, “Quem sabe isso quer dizer amor”, “Paisagem da janela” e “Para Lennon e McCartney”.
Rodrigo adianta que o repertório também contempla músicas menos óbvias, como “Trem de doido” e “Eu sou como você é”, registrada no “Disco do tênis”. Canções pinçadas de outros álbuns solo de Lô também estão no roteiro, segundo o sobrinho do artista.
A família Borges estará acompanhada por Beto Lopes (baixo) e Lincoln Cheib (bateria). Rodrigo, que toca violão, guitarra e divide os vocais com Telo, diz que são parceiros musicais de longa data.
“Beto tocou com praticamente todo mundo do Clube da Esquina. Lincoln começou a vida profissional com Marilton, meu pai, e diz que foi o segundo trabalho mais importante da vida dele; o primeiro, obviamente, foi com o Bituca, com quem ficou por 30 anos. Vai ser uma reunião não só de família, mas de amigos também”, afirma.
Organizador do festival, Fred Barros diz que a parte musical do evento presta homenagem a Minas Gerais. Ele explica que o evento tem alma roqueira, mas que o mote, nesta 13ª edição, é reverenciar Lô. “Tivemos, no ano passado, esse triste episódio, essa perda irreparável, então tínhamos que trazer a música de Lô Borges para nossa programação”, diz.
Beatlemaníaco
Rodrigo Borges lembra do tio como “um bom beatlemaníaco”, o que, a seu ver, torna a homenagem adequada. Ele considera que Lô tinha, em consonância com os Beatles, a verve melódica. “Dentro da genialidade, tinha a simplicidade das canções e das melodias, algo que tocava diretamente o coração das pessoas. Ele me falou isso quando comecei a compor, disse para buscar sempre a simplicidade, a conexão direta com as pessoas.”
Rodrigo se refere a Lô como “um artesão que produzia incansavelmente, compunha três músicas por semana”. Como exemplo, cita o álbum póstumo “A estrada”, que chegou às plataformas há pouco menos de dois meses, e a série ininterrupta de lançamentos anuais de trabalhos inéditos a partir de 2019. “Ele foi um grande trabalhador da composição. Tem coisas lindas dessa safra recente que as pessoas não conhecem.”
Sobre as outras atrações do 13º FICC, Fred Barros ressalta que se encaixam na proposta de homenagear a cultura do estado.
“A Orquestra Mineira de Rock é um dos maiores projetos de banda cover do Brasil, um fenômeno que projeta Minas Gerais para o resto do país. A Audergang tem a peculiaridade de apresentar um blues autoral 'made in Minas'. Essas três atrações, que são pilares da programação musical do FICC este ano, representam muito bem a riqueza da música que se faz aqui”, avalia.
Ele enfatiza que o Festival nasceu com o compromisso de contribuir com o mercado cervejeiro local e se firmou, logo de saída, como o maior evento do tipo realizado no estado. Fred recorda que, em 2017, foi realizada uma edição no Parque de Exposições da Gameleira que recebeu, em dois dias, 32 mil pessoas.
“Hoje trabalhamos com a ideia de que menos é mais, então colocamos um limite de público de 5 mil pessoas. Ainda assim, o FICC mantém o título de maior festival de cervejas artesanais de Minas Gerais”, afirma. Neste ano, a seção gastronômica conta com 15 cervejarias artesanais e praça de alimentação. Além da música e das cervejas artesanais, o evento promove feira criativa, barracas de vinhos e uma diversificada programação infantil, incluindo escola de circo.
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13º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CERVEJA E CULTURA
Neste sábado (18/7), a partir das 13h, no Parque Municipal (Av. Afonso Pena, 1.377, Centro). Entrada franca até as 14h30, mediante retirada de ingressos pelo Sympla e doação de 1 kg de alimento não perecível na entrada. Após esse horário, os ingressos custam R$ 50, com direito a um copo, e R$ 80, com direito a copo e cinco chopes.
