A presença de Wagner Moura em Palmas (TO) tem chamado a atenção de quem circula pela cidade nos últimos dias. O ator, visto usando camisa marrom e óculos, está na capital tocantinense no início deste mês de abril para as gravações de um novo filme, uma produção de grande porte que já movimenta equipes e estrutura pelas ruas.

Moura está envolvido nas gravações do longa-metragem “O aroma da pitanga”, uma adaptação do clássico “Gosto de cereja”. A Bananeira Filmes, responsável pelo projeto, confirmou que todo o filme será rodado no Tocantins, mas que só divulgará os detalhes no fim do mês. 

Registros feitos durante as filmagens mostram um set a céu aberto, com dezenas de profissionais envolvidos entre técnicos, produtores e equipe de apoio. Veículos adaptados e equipamentos cinematográficos de alta tecnologia também fazem parte da operação. Um dos destaques é um carro totalmente equipado para captação de imagens em movimento, reforçando o nível técnico e o investimento no projeto.

Reconhecido internacionalmente, Wagner Moura vive um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2026, o ator foi indicado ao Oscar de Melhor Ator e conquistou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama pela performance em “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho. O longa também recebeu outras indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco.

‘O aroma da pitanga’

De acordo com o G1, a nova produção é uma ficção que acompanha um homem de 50 anos que percorre áreas urbanas e periféricas em busca de alguém disposto a ajudá-lo em um plano extremo: garantir que sua tentativa de suicídio seja concluída conforme o previsto. A narrativa se desenvolve a partir de encontros com diferentes personagens, explorando temas como solidão, desespero e moralidade.

A obra é inspirada no clássico “Gosto de cereja”, dirigido por Abbas Kiarostami, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1997. A nova versão tem direção do argentino Lisandro Alonso, conhecido por filmes contemplativos como “Jauja”.

A expectativa é que Alonso mantenha o tom existencialista da obra original, adaptando as reflexões sobre vida e morte para o contexto brasileiro e as paisagens do Cerrado. Além de Palmas, as gravações também devem ocorrer na cidade de Porto Nacional, com participação de profissionais locais. 

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