“Seu” Alexandre Nascimento e a filha, Fátima, irão juntos para o Oscar. Os atores Carlos Francisco e Alice Carvalho, que interpretam o sogro e a mulher de Armando/Marcelo, personagem de Wagner Moura em “O agente secreto”, embarcam hoje (12/3), às 23h, no Aeroporto de Guarulhos, rumo a Los Angeles.

A dupla integra a comitiva de 30 pessoas do filme indicado a quatro Oscars que vai assistir, do Dolby Theatre, neste domingo (15/3), à 98.a. cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Mineiro de Belo Horizonte e morador de Santa Tereza, Carlos Francisco, o Carlão, de 64 anos, está levando tudo na tranquilidade. Pelo menos até agora. “Ter um trabalho que está concorrendo entre os melhores do mundo é muito bacana. Gostava de assistir à cerimônia, mas não sou essa pessoa que sabe tudo de todos os anos do Oscar.”

Se vier um prêmio, tanto melhor. “Mas o filme já foi bastante premiado, a maior premiação de todas é estar nele”, continua. Tímido, não é de tietar. Se fosse o caso, “ficaria na linha dos negros, Morgan Freeman e Denzel Washington, mas não sei se eles estarão por lá. Mas gostaria de falar com eles.”

Ilustrações do Oscar 2026 Olly Gibbs
Marty Supreme Olly Gibbs
Uma batalha após a outra Olly Gibbs
O agente secreto Olly Gibbs
Valor sentimental Olly Gibbs
F1 Olly Gibbs
Pecadores Olly Gibbs
Bugônia Olly Gibbs
Hamnet Olly Gibbs
Frankstein Olly Gibbs
Sonho de trem Olly Gibbs

Ao longo dos próximos dias, Carlão terá que trocar seu uniforme habitual, jeans, camiseta e alpargatas. Arrumou até um figurinista em São Paulo, Guztavo Beyruth, para ajudá-lo no guarda-roupa da temporada. Ri novamente quando questionado sobre o smoking da cerimônia. “Tem figurino mais formal, outro não tão formal, vou ter que usar até sapato social.”

Em seu segundo filme sob a direção de Kleber Mendonça Filho – em “Bacurau” ele interpretou Damiano, que tem uma cena catártica ao lado da companheira Deyse (Ingrid Trigueiro) –, Carlão acompanhou a trajetória de “O agente secreto” desde o início, em maio de 2025, no Festival de Cannes.

“’Bacurau’ ajudou a me colocar no cenário, me tornar um pouco mais conhecido, enquanto ‘O agente secreto’ teve essa trajetória enorme. Os dois papéis foram igualmente desafiadores no sentido da construção. Ma sempre tenho um carinho maior pelo último, pois está mais fresco.”

O ator também esteve na equipe que apresentou o filme em Recife, Brasília (compareceu à sessão no Palácio da Alvorada, para o presidente Lula) e Tiradentes. Na Mostra Cine BH, no ano passado, foi homenageado pelo evento na primeira exibição do filme na cidade, no Cine Theatro Brasil.

A viagem desta semana será a segunda que Carlão faz a Los Angeles. Em 2022 esteve na cidade e também em Nova York com a equipe da produção mineira “Marte Um”, de Gabriel Martins, que tentava uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Carlão participou de uma série de filmes que estão em finalização. Sete ao todo, entre eles “Vicentina pede desculpa”, novo longa de Gabriel Martins. Também está no elenco de “Feito pipa”, de Allan Deberton, que levou dois prêmios no mês passado no Festival de Berlim.

No momento, está se dedicando ao teatro. Retorna na próxima quinta (19/3) direto para São Paulo, onde está em cartaz com o espetáculo “Sizwe Banzi está morto”. Ao lado de Réggis Silva, encena até o final de março, no Galpão do Folias, o texto de 1972 que se tornou um clássico sobre as injustiças do apartheid na África do Sul.

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Só volta a Belo Horizonte no início de abril. A família, diz ele, deve assistir ao Oscar em casa, bem próxima à Praça Duque de Caxias. O Cine Santa Tereza, vizinho à casa de Carlão, vai exibir duas sessões gratuitas de “O agente secreto”, como um esquenta para a festa. As apresentações serão sábado (14/3) e domingo (15/3), às 18h.

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