Oscar 2026: 'É muita felicidade', diz o ator mineiro Carlos Francisco
Integrante do elenco de 'O agente secreto' comemora as quatro indicações, destacando a importância da diversidade e dos negros no cinema brasileiro
compartilhe
SIGA
O ator Carlos Francisco, de 61 anos, mineiro de Belo Horizonte, que vive Alexandre em “O agente secreto”, comemorou as indicações do filme a quatro categorias do Oscar 2026: Melhor Elenco, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.
Leia Mais
O reconhecimento simboliza a força coletiva do cinema nacional e a diversidade que marca a produção do país, afirma Carlos Francisco, que concorre ao prêmio de Melhor Elenco ao lado dos colegas.
“É muita felicidade e alegria saber que o filme foi indicado, que o cinema nacional está conquistando o mundo e fazendo valer a torcida do futebol brasileiro, porque as pessoas estão cada vez mais se envolvendo com a cultura, com o cinema. Ver o público nessa torcida para que ele tenha premiações internacionais é muito bacana. Ter o privilégio de estar no filme que está proporcionando isso é muito bacana”, diz.
O ator mineiro, que em maio do ano passado foi ao Festival de Cannes, na França, com o elenco, espera estar presente na festa do Oscar, em Los Angeles (EUA), no dia 15 de março. “Ainda não sei se vou conseguir ir, pois estou num espetáculo. Mas se puder, eu vou, com toda certeza. Já tenho o visto, está tudo em ordem. É bem provável que eu vá, as expectativas são as melhores possíveis.”
Carlos Francisco, homem negro, destaca a importância do elenco diversificado que concorre ao Oscar 2026. “O elenco reflete o que é o Brasil, um país rural, cheio de gente com vários traços, várias caras. Isso é o Brasil. Às vezes vejo filmes brasileiros, que falam sobre o Brasil, e sinto falta de negros. 'O agente secreto' tem negros, tem gente de todo jeito. Acho isso incrível”, afirma.
Ambientada em 1977 no Recife, a trama acompanha Marcelo (Wagner Moura), pesquisador universitário e cientista que retorna à capital pernambucana em busca do filho, durante a ditadura militar, e encontra abrigo na casa de Dona Sebastiana (Tânia Maria). Ela acolhe perseguidos políticos e pessoas marginalizadas, formando uma rede improvisada de resistência.
Em cartaz nos cinemas brasileiros desde novembro, o longa superou 1 milhão de espectadores no país. Ainda não há previsão de sua chegada às plataformas de streaming.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria