Saiba onde assistir aos curtas concorrentes ao Oscar
Dos 15 títulos que disputam as estatuetas, divididos nas categorias Ficção, Documentário e Animação, 11 estão disponíveis no Brasil
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Muita gente ainda olha de soslaio para curtas-metragens. Uma bobagem, pois sempre há grandes histórias em pequenos formatos. Onze dos 15 curtas-metragens indicados ao Oscar (Ficção, Documentário e Animação) estão disponíveis no Brasil.
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Parte deles de forma gratuita, via YouTube. Aqui, uma dica: se você quer fazer bonito nas apostas para o próximo domingo (15/3), quando serão entregues as estatuetas, em Los Angeles, assista aos filmes abaixo.
Muitas vezes, a definição do vencedor de um bolão recai no acerto dos curtas ganhadores.
ANIMAÇÃO
• “Borboleta” (“Papillon”)
França, 15min., direção de Florence Miailhe.
Feito com pinturas a óleo sobre vidro, registradas quadro a quadro, o curta retrata a vida do nadador judeu argelino Alfred Nakache, que disputou duas Olimpíadas pela França. Enquanto nada no mar, o homem relembra a ascensão no esporte, a perseguição nazista e a perda da mulher e da filha em Auschwitz. (GS)
No YouTube:
• “A garota que chorava pérolas” (“The girl who cried pearls”)
Canadá, 17min., de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski.
Um avô revela à neta a história por trás de uma pérola guardada. Na infância, ele descobriu uma garota cujas lágrimas se transformavam em joias. Manipulado por um comerciante ganancioso, explorou o sofrimento da menina até descobrir que a amava. Feito com técnica stop-motion. (GS)
No YouTube
• “Para sempre verde” (“Forevergreen”)
EUA, 13min., de Nathan Engelhardt e Jeremy Spears.
Um urso solitário é cuidado por um pinheiro. Quando o animal descobre o lixo humano, fica fascinado, abandona a floresta e, sem querer, provoca sua destruição. A animação 3D foi feita por equipe voluntária e demorou seis anos para ser concluída. (GS)
No YouTube:
• “Plano de aposentadoria” (“Retirement plan”)
Irlanda, 7min., de John Kelly.
Ray fantasia sobre todas as coisas que poderá fazer quando se aposentar. Ao som de uma melodia cuja intensidade varia conforme o tom dos desejos (mais divertidos ou emocionantes), ele vai envelhecendo aos poucos. Em meio a tantas vontades, o filme faz uma crítica às vidas aceleradas. (ACT)
No Dailymotion
Também no páreo:
“The three sisters” (Israel/Chipre/Rússia, 14min., de Konstantin Brozit)
FICÇÃO
• “Os cantores” (“The singers”) EUA, 18min., de Sam Davis.
Grupo de homens passa tempo em bar durante nevasca. Entre doenças, lutos e decepções, participam de um concurso improvisado de canto em troca de bebida e dinheiro. Filmado em 35 mm e marcado por contraste de luz e sombras, o filme mostra como a capacidade da música de gerar conexão. (GS)
Na Netflix
• “O drama menstrual de Jane Austen” (“Jane Austen’s period drama”)
EUA, 12min., de Julia Aks e Steve Pinder.
Os falantes em inglês irão gostar mais, pois parte da graça está no jogo de palavras – o period do título original refere-se à menstruação. Nesta sátira inteligente a partir do universo de “Orgulho e preconceito”, a Srta. Estrogenia Talbot sofre com a ignorância do Sr. Dickley sobre o funcionamento do corpo feminino. (MP)
No YouTube e na Filmicca
• “Duas pessoas trocando saliva” (“Deux personnes échangeant de la salive”)
França/EUA, 36min., de Natalie Musteata e Alexandre Singh.
Uma sociedade em que beijar é crime capital e em que todas as transações são realizadas com tapas na cara. Mas a história de uma jovem vendedora e uma compradora compulsiva é, a despeito do clima distópico, de resistência, desejo e esperança. Lindo e assustador, filmado com elegância em preto e branco. (MP)
No Youtube:
• “A friend of Dorothy”
Reino Unido, 21min., de Lee Knight.
Dois veteranos do cinema britânico, Miriam Margolyes e Stephen Fry, estão nesta história sobre a amizade improvável entre uma viúva e um jovem. Abandono, solidão e a paixão pela literatura e o teatro estão no foco do drama que, com sensibilidade e humor, foge dos clichês. (MP)
No YouTube
Também no páreo: “Butcher’s stain” (Israel, 26min., de Meyer Levinson-Blount)
DOCUMENTÁRIO
• “Armado com uma câmera: Vida e morte de Brent Renaud” (“Armed only with a camera: The life and death of Brent Renaud”)
EUA, 37min., de Brent e Craig Renaud.
A trajetória do primeiro jornalista estrangeiro morto na Guerra da Ucrânia foi produzida por seu irmão caçula e parceiro. Brent (1971-2022) assina como codiretor porque parte das imagens são dele. Não é um filme fácil, com muitas sequências de guerra e até mesmo o corpo do jornalista com as feridas mortais. (MP)
Na HBO Max
• “O diabo não tem descanso” (“The devil is busy”)
EUA, 31min., de Geeta Gandbhir e Christalyn Hampton.
O fim da proteção constitucional do direito ao aborto, aprovado pela Suprema Corte em 2022, é o mote do curta rodado em uma clínica em Atlanta. A câmera acompanha Tracii, a chefe de segurança, e as medidas que ela tem que tomar para proteger as pacientes diante do cerco crescente de manifestantes. (MP)
Na HBO Max
• “Quartos vazios” (“All the empty rooms”)
EUA, 34min., de Joshua Seftel.
Fotografar quartos de crianças mortas em massacres escolares é um assunto dificílimo que poderia incorrer no melodrama. O curta foge das armadilhas, acompanhando o repórter Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp no projeto de retratar histórias interrompidas pelas armas. É comovente e respeitoso. (MP)
Na Netflix
*Também no páreo: “Children no more: Were and are gone” (EUA/Israel/Reino Unido, 36min., de Hilla Medalia) e “Perfectly a strangeness” (Canadá, 15min., de Alison McAlpine)
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*Estagiárias sob supervisão da editora Silvana Arantes