DE VOLTA

'O melhor presente da minha vida': Céline Dion anuncia retorno aos palcos 4 anos após diagnóstico de 'síndrome da pessoa rígida'

A artista foi diagnosticada com uma condição rara que afeta sua voz e sua capacidade de andar

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A cantora canadense Céline Dion anunciou, na segunda-feira (30/3), que voltará aos palcos, quatro anos após ser diagnosticada com uma condição incurável que afetou sua voz e sua capacidade de andar.

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A artista, conhecida por sucessos como My Heart Will Go On e Because You Loved Me, fará uma temporada de 10 shows na Paris La Défense Arena, na França, entre setembro e outubro, em um espaço com capacidade para 40 mil pessoas.

O anúncio foi feito no dia de seu 58º aniversário. Em mensagem publicada em seu perfil no Instagram, Dion chamou o retorno de "o melhor presente da minha vida".

"Estou muito pronta para isso", disse aos fãs. "Estou me sentindo bem, forte, animada e, claro, um pouco nervosa".

A Torre Eiffel é iluminada em homenagem a Céline Dion em 30/03/2026, em Paris
Pierre Suu / Getty Images
Torre Eiffel iluminada em homenagem a Céline Dion, em Paris

Ao comentar sua condição de saúde, Dion disse: "Estou muito bem, cuidando da minha saúde, me sentindo bem. Voltei a cantar, e estou até fazendo um pouco de dança".

"Mas preciso dizer algo muito importante: ao longo desses últimos anos, senti, a cada dia, as orações e o apoio de vocês, sua gentileza e amor".

Ela continuou: "Sou grata a todos vocês. Mal posso esperar para vê-los novamente".

Alta demanda por ingressos

Uma das artistas mais vendidas de todos os tempos, Céline Dion não faz um show próprio desde 8 de março de 2020, quando se apresentou em Newark, Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Sua turnê Courage foi interrompida pela pandemia de Covid-19 e, depois, a cantora foi diagnosticada com a Síndrome da Pessoa Rígida (SPS, na sigla em inglês), o que a levou a cancelar todas as apresentações futuras.

Para o seu retorno aos palcos, os shows foram distribuídos por vários dias, provavelmente para evitar sobrecarga física.

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 7 de abril. A demanda deve ser muito alta, mas os fãs já podem registrar o interesse no site oficial da cantora a partir de terça-feira (31/3).

Um outdoor com a frase
EPA
Cartazes antecipando o retorno da cantora apareceram por Paris na semana passada

Os planos para o retorno foram inicialmente divulgados pelo jornal franco-canadense La Presse na semana passada.

Logo depois, fãs começaram a notar cartazes com letras de músicas de Dion surgindo pela capital francesa.

Na noite de segunda-feira (30/3), pouco depois das 20h (hora local), a Torre Eiffel se iluminou com a mensagem "Paris, je suis prête" ("Paris, estou pronta"). No local, os fãs puderam ouvir uma seleção de músicas, incluindo I'm Alive, Encore Un Soir e My Heart Will Go On.

Dion também gravou uma versão em francês do vídeo de anúncio da turnê, que foi reproduzido nos alto-falantes enquanto a torre era iluminada por luzes roxas.

Dificuldade para andar

Dion anunciou em dezembro de 2022 que havia sido diagnosticada com Síndrome da Pessoa Rígida. Em um vídeo emocionante publicado no Instagram, ela disse aos fãs que a condição afetou "todos os aspectos da minha vida diária".

A doença, que afeta cerca de 8 mil pessoas no mundo, é um distúrbio neurológico causado por falhas na comunicação entre os nervos e os músculos. Provoca espasmos musculares e pode comprometer a mobilidade. Em alguns casos, pode ser debilitante. Não há cura conhecida.

Em entrevista à BBC em 2024, a cantora disse que percebeu os primeiros sintomas quando a sua voz começou a falhar durante a turnê.

"Era só uma sensação um pouco estranha, como um pequeno espasmo", afirmou.

"Minha voz estava com dificuldade, e eu estava começando a forçar um pouco".

Na época, ela sentia que não podia interromper a agenda e chegou a cantar em um tom mais baixo para reduzir o esforço nas cordas vocais.

"Esses shows estavam esgotados há um ano e meio, viajando pelo mundo. E eu ia dizer às pessoas: 'Perdão pelo meu espasmo? Perdão pelo meu je ne sais quoi?'".

No entanto, a condição piorou, "às vezes causando dificuldades para andar e não me permitindo usar as cordas vocais como estou acostumada", disse à emissora americana NBC News.

"É como se alguém estivesse te estrangulando. É como se alguém estivesse pressionando a sua laringe [ou] faringe".

Céline Dion canta no palco usando um vestido tomara que caia, bronze e com lantejoulas
Getty Images
A cantora é conhecida por sucessos como The Power Of Love, Think Twice e Pour Que Tu m'aimes Encore

A síndrome que aflige a cantora — e estatisticamente afeta uma pessoa em cada um milhão — é incurável e causa rigidez muscular no torso e nos membros, afetando sua mobilidade.

Além disso, aumenta a sensibilidade a estímulos como ruídos, toques e angústia emocional, que podem causar espasmos musculares. No entanto, Dion estava determinada a não deixar que a síndrome definisse a sua vida.

Em 2024, ela disse à revista Vogue que vinha fazendo um esforço intenso para enfrentar a doença.

"Do jeito que vejo, tenho duas opções: ou treino como uma atleta e trabalho muito duro, ou paro e acabou", afirmou. "Escolhi trabalhar com todo o meu corpo e alma, da cabeça aos pés, com uma equipe médica."

"Cinco dias por semana faço terapia física, esportiva e vocal. Trabalho os pés, os joelhos, as panturrilhas, os dedos, o canto, a voz".

O esforço deu resultado. Dion fez um retorno emocionante nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, cantando o clássico Hymne à l'Amour, de Edith Piaf, na Torre Eiffel.

Essa também foi a primeira música a ser tocada quando seus novos shows foram anunciados no local. A cantora canadense sempre teve uma ligação especial com a cidade.

"Eu quero amar mais quando estou em Paris", disse à Vogue em 2024. "Isso me faz amar mais as coisas".

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Os shows dela acontecerão entre 12 de setembro e 14 de outubro. Serão dez apresentações na La Défense Arena, em Paris.

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