Javier Bardem pede "não à guerra" e cita Palestina ao apresentar Oscar 2026
Ator levou mensagem política ao palco do Teatro Dolby, ao apresentar categoria de Melhor Filme Internacional
compartilhe
SIGA
O ator Javier Bardem aproveitou a participação no Oscar 2026 para passar uma mensagem política. Ao apresentar a categoria de Melhor Filme Internacional, o espanhol afirmou: “Não à guerra e vamos libertar a Palestina”.
O filme brasileiro “O agente secreto” disputou a categoria. A estatueta ficou com o norueguês “Valor sentimental”.
Leia Mais
Antes de subir ao palco, Bardem já havia chamado a atenção no tapete vermelho da cerimônia. O ator usava dois broches presos ao terno com mensagens relacionadas aos conflitos no Oriente Médio.
Um deles trazia a frase em espanhol “No a la guerra” (“Não à guerra”). A mensagem remete ao gesto semelhante feito pelo ator em 2003, quando usou o mesmo tipo de broche para protestar contra a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.
Spanish Actor Javier Bardem at the 2026 Oscars:
— Ryan Rozbiani (@RyanRozbiani) March 16, 2026
"In 2003, the US entered an illegal war in Iraq and is now involved in another illegal war that Trump and Netanyahu have created."
This Man is a LEGEND https://t.co/NMoFvTRVIy pic.twitter.com/2Xb6Elzz44
Na época, Bardem criticou a intervenção militar e afirmou que os EUA entraram em uma guerra ilegal. O ator voltou a mencionar o tema recentemente ao comentar tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
"Em 2003, os EUA entraram em uma guerra ilegal no Iraque e agora estão envolvidos em outra guerra ilegal criada por Trump e Netanyahu”, disse o ator espanhol, que ganhou o Oscar em 2008 por seu papel em "Onde os fracos não têm vez".
O segundo broche usado pelo artista demonstrava apoio à Palestina, reforçando uma posição que ele já expressou publicamente em outras ocasiões.
Em entrevista à revista GQ no ano passado, Bardem criticou duramente a ofensiva militar conduzida pelo governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Na ocasião, o ator afirmou que a situação representava “um genocídio, uma limpeza étnica” e disse não ver relação entre as ações militares e o esforço legítimo de autodefesa ou de recuperação de reféns.
Durante a conversa, Bardem também destacou a importância de dar visibilidade às vozes palestinas e afirmou que a escalada da violência não pode ser o caminho para construir coexistência na região.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O ator disse ainda apoiar iniciativas de diálogo entre israelenses e palestinos, como as organizações Combatants for Peace e Parents Circle – Families Forum, que promovem reconciliação entre famílias afetadas pelo conflito.