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"A agência" é série de espionagem para quem gosta de tramas complexas

Com Michael Fassbender como protagonista e outros nomes estelares no elenco, produção do Paramount+ já teve a segunda temporada confirmada

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O elenco estelar, Michael Fassbender à frente, é um dos trunfos da ótima "A agência". Depois de algumas semanas sem novidades, o Paramount+ volta nesta sexta-feira (17/1) a exibir novos episódios da produção americana, adaptação da francesa "Le bureau des légendes" (2015-2020). Esta teria sido criada a partir de conversas reais com agentes secretos.


É uma série contemporânea de espiões que sofre influência direta do mestre do gênero, o escritor John le Carré. É por vezes bem cerebral, sem a espetacularização de tramas também recentes, como "O agente noturno" e "Sr. e Sra. Smith". Os dois primeiros episódios são dirigidos por Joe Wright ("Orgulho e preconceito" e "Desejo e reparação"). Uma segunda temporada foi confirmada.


Fassbender interpreta um homem inicialmente conhecido como Martian. Ele é um veterano agente da CIA que foi retirado de supetão de sua missão mais recente. Vivia há seis anos sob falsa identidade em Addis Abeba, Etiópia, como um professor de literatura. No período, se apaixonou por Sami (Jodie Turner-Smith), uma mulher casada, que não tinha a menor ideia de quem ele realmente era.


Quando retorna ao escritório em Londres, é forçado a passar por uma temporada de readaptação. Leia-se: é seguido por todo lado por agentes bancados pela CIA; grampos são colocados em todo o seu apartamento. É também obrigado a se consultar com uma psicóloga.


Filha única

Como passou muito tempo infiltrado, ele tem que se submeter a isto, explica seu imediato, Henry Ogletree (Jeffrey Wright). Nessas circunstâncias, Martian ainda tem que voltar a se relacionar com a única filha, Poppy (India Fowler), uma adolescente que ele não viu crescer.


Mas não há muito tempo para tratar de possíveis sequelas. Um outro agente, de codinome Coyote (Alex Reznik), baseado na Ucrânia, desapareceu. Ninguém sabe se ele foi eliminado ou desmascarado. E o chefe do escritório da CIA em Londres, Richard Bradley (Richard Gere), está apertando o cerco, já que seus superiores nos Estados Unidos (o chefão da CIA é interpretado por Dominic West, em pequenas aparições por videoconferência) cobram uma resolução o mais rapidamente possível.


Estes são apenas alguns dos personagens, pois muitos outros, volta e meia, aparecem em subtramas da série. Uma delas traz Sami como figura central de uma crise que envolve o Sudão. A amante, Martian não tarda a descobrir, também tem envolvimentos com a geopolítica. Os dois estão realmente apaixonados ou a relação é mais um jogo de espiões? E por que Martin foi tirado tão rapidamente da África?


A história não é simples, e o enredo por vezes dá um nó na cabeça – há as tramas em campo, e aquelas que acontecem dentro de escritórios – o que faz de "A agência" uma série para ser assistida aos poucos. Com um elenco fascinante – Fassbender é enigmático, mas distante do calculismo exacerbado do filme "O assassino" –, a produção não entrega nada pronto para o espectador, o que é um ganho.

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“A AGÊNCIA”
• A série, com 10 episódios, está disponível no Paramount+. Nesta sexta (17/1) estreia o sexto episódio.

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