Cinco segredos da dieta mediterrânea para incluir na sua rotina
Grãos como arroz preto e vermelho contribuem para uma vida mais saudável; nutricionista explica a importância de uma alimentação variada e equilibrada
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma dieta baseada em alimentos in natura e minimamente processados reduz o risco de condições crônicas, como diabetes, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Nesse sentido, escolhas simples e diárias, como refeições compostas por cereais, leguminosas, vegetais, frutas, proteínas e gorduras boas, seguem atuais justamente por oferecerem esse equilíbrio nutricional.
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Atenta a esse cenário, a Josapar destaca o papel de alimentos tradicionais na construção de uma rotina alimentar mais saudável e consultou a nutricionista Aline Maldonado para comentar como essas escolhas podem impactar o bem-estar no curto e no longo prazo.
Para a nutricionista, a base da alimentação saudável não está em restrições, mas na consistência. “Do ponto de vista fisiológico, o organismo precisa de um conjunto de nutrientes que atuam de forma complementar. Quando a alimentação é muito restritiva ou monotemática, há maior risco de deficiências nutricionais e desequilíbrios metabólicos. Já uma alimentação equilibrada, com diferentes grupos alimentares, favorece desde o funcionamento intestinal até a regulação hormonal e inflamatória”, explica Aline.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, padrões alimentares baseados na diversidade de alimentos naturais contribuem diretamente para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Além disso, evidências científicas indicam que dietas ricas em grãos integrais, fibras e gorduras de boa qualidade estão associadas à redução de doenças cardiovasculares e metabólicas.
A seguir, a especialista lista cinco superalimentos para incluir na rotina
1. Arroz preto: ação antioxidante e proteção celular
Rico em antocianinas, além de vitaminas e minerais como o ferro, o arroz preto possui ação antioxidante e anti-inflamatória. “Esses compostos ajudam a combater o estresse oxidativo, que está associado ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças crônicas. Além disso, o maior teor de fibras contribui para o controle glicêmico e maior saciedade”, explica a nutricionista.
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2. Arroz vermelho: suporte à saúde cardiovascular
Também considerado um superalimento devido suas propriedades nutricionais, o arroz vermelho contém compostos que auxiliam no controle do colesterol, além de ser fonte de fibras e minerais. “Ele pode contribuir para a melhora do perfil lipídico e para a saúde cardiovascular. A presença de fibras também favorece o funcionamento intestinal e o equilíbrio metabólico”, destaca.
3. Proteínas vegetais: equilíbrio nutricional e saúde metabólica
De acordo com Aline, as proteínas vegetais são associadas a benefícios importantes, como melhor controle glicêmico e redução do risco cardiovascular. “Elas apresentam um perfil nutricional interessante porque, além da proteína, geralmente vêm acompanhadas de fibras e menor teor de gordura saturada. Isso favorece a saúde intestinal e contribui para uma resposta metabólica mais equilibrada ao longo do dia”, explica.
4. Azeite de oliva: gordura boa com efeito anti-inflamatório
O azeite de oliva extravirgem é reconhecido por seu efeito cardioprotetor e anti-inflamatório. “Alguns compostos presentes no azeite de oliva ajudam a modular processos inflamatórios e estão associados à redução do risco de doenças cardiovasculares. A substituição de gorduras saturadas por fontes insaturadas é uma estratégia importante para a qualidade da dieta”, afirma.
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5. Mix de grãos: diversidade nutricional como estratégia
Para variar o cardápio do dia a dia, a nutricionista aponta para a combinação de diferentes grãos e sementes, que ajudam a ampliar o aporte de nutrientes e favorece a saúde intestinal e metabólica. “A diversidade alimentar é um dos pilares da nutrição. Quando combinamos diferentes grãos, conseguimos oferecer ao organismo uma variedade maior de fibras, vitaminas e minerais, o que impacta diretamente na microbiota intestinal e na imunidade”, explica.
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O que realmente faz diferença?
Mais do que alimentos isolados, o padrão alimentar é o principal fator de impacto na saúde. “A consistência alimentar é mais relevante do que escolhas pontuais. Uma rotina baseada em alimentos variados, minimamente processados e nutricionalmente equilibrados contribui para prevenção de doenças e promoção da saúde ao longo da vida”, afirma a nutricionista.