Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA

Anvisa aprova importação das vacinas Sputnik V e Covaxin com restrições

Os pedidos em análise pela Anvisa foram de importação de doses da Covaxin pelo Ministério da Saúde e de doses da Sputnik V por seis estados


04/06/2021 22:07 - atualizado 04/06/2021 22:19

(foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
(foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, com restrições, nesta sexta-feira (4/6), o pedido de importação excepcional das vacinas Sputnik V e Covaxin contra a COVID-19. A a diretoria colegiada da Agência autorizou por 4 votos a 1.

 

Os dois pedidos em análise hoje pela Anvisa foram de importação de doses da Covaxin pelo Ministério da Saúde e de doses da Sputnik V pelos Estados (Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí).

A vacina não poderá ser utilizada em pessoas menores de 18 anos ou maiores de 60 anos, com hipersensibilidade, mulheres grávidas, lactantes, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses, ou com enfermidades graves. 


O voto do  diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Machado Campos, foi pela aprovação da importação de um quantitativo reduzido para que possa ser monitorada a qualidade e eficácia dos imunizantes.

O diretor da Agência votou favoravelmente aos pleitos, mas impôs uma série de condicionantes para a compra e uso dos imunizantes no País.

"Cada passo nosso tem sido medido pelo desafio permanente se os benefícios das decisões são maiores que os riscos da solução que estamos analisando", disse Alex Campos no início da leitura do seu parecer.

Durante seu voto, Campos destacou os aspectos que já tinham sido alvo de questionamento pela Anvisa na análise de pedidos anteriores de importação dos dois imunizantes e destacou que eles foram cumpridos pelas empresas fabricantes.

Isso porque o órgão chegou a rejeitar a importação das duas vacinas, entretanto voltou a discutir o uso da Sputnik V após pressão de governadores do Nordeste

 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade