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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

Rio amplia intervalo entre doses da CoronaVac por escassez do imunizante

Governo alega que estado esperava receber 150 mil doses da CoronaVac na sexta-feira (30/4), mas só chegaram 17 mil


03/05/2021 15:29 - atualizado 03/05/2021 18:29

Calendário de quem vai receber a primeira dose foi acelerado, porque chegaram doses expressivas da vacina de Oxford(foto: Chandan Kanna/AFP)
Calendário de quem vai receber a primeira dose foi acelerado, porque chegaram doses expressivas da vacina de Oxford (foto: Chandan Kanna/AFP)
A prefeitura do Rio anunciou um novo calendário de vacinação para quem precisa receber a segunda dose da Coronavac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan. Devido à escassez, o intervalo de três semanas entre as duas aplicações ganhou um espaçamento maior.

Quem recebeu a primeira vacina entre 5 e 9 de abril, por exemplo, deve retornar aos postos 10 dias depois do prazo estipulado inicialmente.

A mudança no calendário foi provocada porque o município recebeu uma remessa muito menor do que o previsto. A expectativa do Rio era receber 150 mil doses de Coronavac na sexta-feira (30/4), mas apenas 17 mil chegaram efetivamente.

O calendário de vacinação para quem irá receber a primeira dose esta semana, contudo, está mantido – ele foi inclusive acelerado. Isso porque a cidade recebeu uma dose expressiva do imunizante da AstraZeneca.

Em São Gonçalo, na região metropolitana, a prefeitura retomou a vacinação da segunda dose da Coronavac nesta segunda-feira (3/5) – a aplicação havia sido suspensa no sábado por falta de vacinas.

O imunizante, contudo, segue escasso.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, o município recebeu apenas 3.260 doses da Coronavac na última remessa. Por isso, limitou a vacinação à metade dos 12 postos que normalmente aplicam a vacina.

Já a vacinação com o imunizante da AstraZeneca está garantida em todas as unidades.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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