Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA

Argentina proíbe entrada de brasileiros e outros turistas até dia 8 de janeiro

Governo argentino também estendeu a proibição a outros estrangeiros; para os nativos, os requisitos de entrada ficaram mais rigorosos


26/12/2020 11:13 - atualizado 26/12/2020 17:16

Puerto Madero, um dos lugares mais bonitos de Buenos Aires, capital argentina, está inalcançável para brasileiros até 8 de janeiro(foto: Wikimedia Commons)
Puerto Madero, um dos lugares mais bonitos de Buenos Aires, capital argentina, está inalcançável para brasileiros até 8 de janeiro (foto: Wikimedia Commons)

Diante do crescente número de casos de infecção de COVID-19 no Brasil, a Argentina decidiu vetar a entrada de turistas brasileiros no país até, pelo menos, 8 de janeiro. Caso os números continuem crescendo em território brasileiro, a medida poderá ser prorrogada por mais um período. A medida também abrange países como Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai.

De acordo com o jornal argentino Lá Nación, com a nova regra, até o início de janeiro está suspensa a medida que autorizava a entrada de turistas estrangeiros de países vizinhos, entre eles o Brasil, pelos aeroportos de Ezeiza, San Fernando e Buquebus, em Buenos Aires.

Além disso, a Argentina também impôs novos requisitos para a entrada de argentinos e estrangeiros residentes no país. A partir de agora, todos precisarão apresentar o exame PCR negativo, além de permanecer sete dias em isolamento.

A decisão de voltar a endurecer as regras de circulação de pessoas pelas fronteiras ocorre num momento em que a Argentina se aproxima da marca de 1,6 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Segundo acompanhamento diário feito pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o país ocupa a 12ª posição entre os que tiveram o maior número de casos confirmados até o momento. Em relação às mortes pelo vírus, a Argentina está em 11º no ranking, com mais de 42 mil óbitos.

Vacinação na Argentina

Enquanto isso, o país vizinho se prepara para iniciar a vacinação da população. Na véspera do Natal, um carregamento de 300 mil vacinascontra a COVID-19 chegou procedente da Rússia em um voo fretado pela Argentina. O lote permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.

A vacina Sputnik V foi aprovada “em caráter de emergência” na quarta-feira (23/12) pelo ministério da Saúde, sendo a primeira autorização da vacina russa na América Latina, informou em um comunicado o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que participou no financiamento do desenvolvimento da vacina.

A decisão provocou protestos da oposição no parlamento argentino, que questionou o governo sobre a compra do imunizante, que é questionado na comunidade científica internacional pela falta de dados objetivos sobre sua eficácia.

A vacina está em fase 3 dos testes e já começou a ser usada na Rússia. O ministério argentino baseou-se na recomendação de “avançar na autorização emergencial” da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), segundo a qual “os benefícios conhecidos e potenciais para a saúde da população são maiores que a incerteza que possa existir”.

“As informações disponíveis nos dados preliminares mostram segurança e eficácia em uma faixa superior ao aceitável”, afirmou um relatório da ANMAT, no qual os processos de fabricação utilizados para o imunizante são “aceitáveis e compatíveis com a norma atual na Argentina”.

Compra de mais doses russas

Buenos Aires tem um convênio com Moscou para o fornecimento desta vacina preparada pelo Centro Nikolai Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia. O acordo com a Rússia prevê mais 19,7 milhões de doses, que serão entregues entre janeiro e fevereiro, com opção de compra a mais de 5 milhões.

A vacinação começará em todos os distritos simultaneamente, possivelmente na próxima semana, em data a ser determinada pelo presidente Alberto Fernández em conjunto com os governadores. A campanha de imunização envolverá 116 mil agentes sanitários e 7.749 estabelecimentos equipados para inocular o imunizante. Além disso, 10 mil voluntários participarão.

“Já foram compradas e pagas 22,4 milhões de doses à AztraZeneca (farmacêutica que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford) e nove milhões à Covax”, um mecanismo da Organização Mundial da Saúde (OMS), ressaltou o ministro da Saúde, Ginés González García. A Argentina também aprovou a vacina da Pfizer-BioNTech e está negociando um acordo de provisão com esses laboratórios após ter participado dos testes da fase 3.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte. 

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade