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Estado de Minas

Onze bairros de Pequim são confinados após foco de coronavírus

Dezenas de moradores deram positivo para o novo coronavírus, confirmando a existência de um novo surto de infecção na capital chinesa


postado em 13/06/2020 09:31 / atualizado em 13/06/2020 13:30

Mulheres vestem roupas de proteção enquanto andam em uma rua perto do mercado de Xinfadi, em Pequim, onde vários locais foram bloqueadas devido a novos casos de coronavírus(foto: Greg Baker)
Mulheres vestem roupas de proteção enquanto andam em uma rua perto do mercado de Xinfadi, em Pequim, onde vários locais foram bloqueadas devido a novos casos de coronavírus (foto: Greg Baker)
Várias dezenas de moradores de Pequim deram positivo para o novo coronavírus, confirmando a existência de um novo surto de infecção na capital chinesa, onde um confinamento de emergência foi ordenado em onze bairros.


Esses novos casos suscitam temores de uma segunda onda pandêmica na China, após o aparecimento do vírus na cidade de Wuhan no final do ano passado.


Desde então, as autoridades chinesas conseguiram controlar a COVID-19 graças a rigorosas medidas de confinamento.


Essas medidas foram levantadas à medida que o número de infecções diminuiu, e a maioria dos casos relatados nos últimos meses eram cidadãos que viviam fora do país e que foram submetidos a testes ao voltar para casa durante a pandemia.


A China registrou oficialmente 4.634 mortes por COVID-19, que já causou 425.000 óbitos em todo o mundo.


Os 11 bairros residenciais do sul de Pequim foram confinados após o registro de novos casos de coronavírus vinculados ao mercado local de carne e peixe, segundo fontes municipais.


Até agora, sete casos foram relacionados ao mercado de Xinfadi, seis deles confirmados neste sábado. Nove escolas e jardins de infância da área foram fechados.


Enquanto isso, 45 outros casos assintomáticos foram detectados após a realização de cerca de 2.000 testes entre os funcionários do mercado, segundo uma autoridade da saúde de Pequim, Pang Xinghuo.



Primeiro caso em dois meses


O primeiro caso de COVID-19 em Pequim em dois meses foi anunciado na quinta-feira. Uma pessoa que havia visitado o mercado de carne de Xinfadi na semana passada e que não saiu da cidade.


Entre os seis novos casos anunciados neste sábado, três são trabalhadores do mercado de Xinfadi, um visitante do mercado e dois funcionários do Centro de Investigação da Carne, localizado a sete quilômetros de distância.


Um dos funcionários havia visitado o mercado na semana passada.


As autoridades fecharam o mercado, bem como outro de frutos do mar que um dos pacientes havia visitado, para desinfecção e coleta de amostras na sexta-feira.


Jornalistas da AFP viram centenas de policiais perto dos dois mercados neste sábado.


As autoridades do distrito de Fengtai anunciaram que estavam implementando um "dispositivo de guerra" para lidar com as novas infecções.


Na manhã deste sábado, voluntários iam de porta em porta em vários distritos de Pequim, perguntando a seus interlocutores se haviam ido recentemente ao mercado de Xinfadi.


E as autoridades também anunciaram a organização de testes em larga escala para quem esteve em "contato próximo" com o mercado de Xinfadi desde 30 de maio.



Salmão


Na sexta-feira, as autoridades de Pequim adiaram o retorno às aulas de alunos das escolas primárias da cidade e suspenderam todas as atividades esportivas.


Visitas à capital chinesa de grupos de outras províncias foram suspensas neste sábado.


O presidente do mercado de Xinfadi disse ao Beijing News que o vírus foi detectado em tábuas usadas para cortar salmão importado.


Grandes redes de supermercados, como Wumart ou Carrefour, suspenderam a venda de salmão na noite de sexta-feira em Pequim e indicaram que outros alimentos não foram afetados, segundo o Beijing Daily.


Neste sábado, vários restaurantes em Pequim pararam de oferecer salmão em seus cardápios, segundo jornalistas da AFP.


O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.


Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia


Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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