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Estado de Minas PANDEMIA

Formiga começará a pagar auxílio emergencial de R$ 300 em junho

Duas mil famílias terão direito ao benefício criado pelo município, que custará R$ 1,8 milhão aos cofres públicos; serão três parcelas de R$ 300


28/04/2021 15:36 - atualizado 28/04/2021 16:49

Em Formiga, 180 pessoas já morreram por causa da COVID-19(foto: Prefeitura de Formiga/Divulgação)
Em Formiga, 180 pessoas já morreram por causa da COVID-19 (foto: Prefeitura de Formiga/Divulgação)
Duas mil famílias de Formiga, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, terão direito ao auxílio emergencial. A lei criando o aporte financeiro para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica será publicada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (29/4). 

O projeto foi encaminhado à Câmara pelo prefeito Eugênio Vilela (DEM) após indicação dos vereadores. Aprovado por unanimidade, ele prevê três parcelas de R$ 300. O benefício começa a ser pago em junho e vai até agosto. O pagamento será efetuado até o último dia de cada mês.

O auxílio deverá custar aos cofres públicos cerca de R$ 1,8 milhão. Metade deste montante será viabilizada por antecipação de devolução do duodécimo repassado à Câmara para custeio das despesas legislativas. Os R$ 900 mil restantes irão partir de recursos próprios do município.
 

O que é preciso para ter direito ao benefício em Formiga

  • Ser morador de Formiga;
  • Estar inscrito no CadÚnico;
  • Estar ativo no programa Bolsa Família até 28 de fevereiro de 2021;
  • Ter renda per capta de até R$ 178;
  • Não ter sido condenado por crime contra a administração pública;
  • Não estar cumprindo pena em regime fechado.

Com a aprovação do projeto, o programa Auxílio Emergencial Covid-19 foi incluído no Plano Plurianual (PPA). Os vereadores também autorizaram a abertura do crédito especial no orçamento no valor da despesa prevista, de R$ 1,8 milhão. 

O prefeito Eugênio Vilela (DEM) sancionou a lei que garante o auxílio emergencial nesta quarta-feira (28/4)(foto: Prefeitura de Formiga/Divulgação)
O prefeito Eugênio Vilela (DEM) sancionou a lei que garante o auxílio emergencial nesta quarta-feira (28/4) (foto: Prefeitura de Formiga/Divulgação)


Aumento da vulnerabilidade

A lista do CadÚnico não aumentou no município. Em contrapartida, os pedidos assistenciais chamaram a atenção. “Percebemos um número de famílias maior buscando o auxílio por meio da cesta básica”, destacou o prefeito. Essas solicitações foram o indicativo para a implantação do benefício.

O auxílio, em porte menor, vem como complemento ao do governo federal. Destacando as ações em esferas superiores, Vilela também chama o estado e a União para a responsabilidade.

“A maior parcela da arrecadação de tributos fica concentrada, primeiro, no governo federal, depois no estadual e lá atrás nos municípios. E é nos municípios que as pessoas vivem. É aqui na ponta que a gente sofre mais fortemente os impactos, porque a prefeitura não tem condições de ajudar todo mundo. Seria hora, não só para as famílias, mas para as empresas que estão passando por dificuldades”, cobrou o prefeito.

Ele ainda defende aporte para os municípios. “Temos percebido algumas ações que são feitas para minimizar o impacto, mas também é importante um aporte de recursos para os municípios na área de saúde para continuar atendendo com eficiência”, defendeu.


Assistência na saúde

Outras duas leis assistenciais serão publicadas nesta quinta-feira (29/4). Uma delas estabelece prazo máximo de 48 horas para atendimento psicológico e/ou psiquiátrico, fisioterápico e fonoaudiológico aos pacientes diagnosticados com a COVID-19 e que obtiveram alta médica. 

Terão direito os pacientes tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que receberem prescrição e indicação médica. A Secretaria Municipal de Saúde providenciará o encaminhamento e agendamento informando o local, data e horário da consulta.

A outra lei obriga o município a fornecer em 24 horas os medicamentos prescritos pelos médicos para tratamento da COVID-19, desde que estejam na lista de medicamentos básicos do SUS.


Boletim

Formiga registrou 31.484 notificações de COVID-19 desde o início da pandemia. Já são 7.458 confirmações, com 180 vidas perdidas em decorrência da doença no município.

*Amanda Quintiliano especial para o EM

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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