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Estado de Minas LEVANTAMENTO

Hospitais privados de Minas e outros estados vivem escassez de insumos

Pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados evidencia falta de oxigênio, anestésicos e 'kit intubação'. BH, Ipatinga e Juiz de Fora foram citadas


08/04/2021 11:12 - atualizado 08/04/2021 12:38

Vinte e três hospitais responderam que tem estoque de anestésicos inferior ou igual a cinco dias(foto: Pixabay)
Vinte e três hospitais responderam que tem estoque de anestésicos inferior ou igual a cinco dias (foto: Pixabay)

A falta de insumos essenciais para o tratamento de pacientes com a COVID-19 assola hospitais particulares pelo país. É o que mostra o novo levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), divulgado nesta quinta-feira (8/4). A pesquisa foi feita com 88 afiliados e, de acordo com a entidade, evidencia que a maioria deles está com “grave escassez” de oxigênio, anestésicos e de medicamentos que compõem o “kit intubação”. 

Entre os hospitais pesquisados, estão instituições mineiras. Na manhã desta quinta, em coletiva de imprensa na Cidade Administrativa, o governador Romeu Zema (Novo) confirmou que Minas enfrentou dificuldades de fornecimento de oxigênio há algumas semanas, e que a situação do estoque de sedativos dos hospitais mineiros é preocupante. “Estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem por falta de sedativos”, disse. 

Os nomes dos hospitais não foram divulgados. De acordo com a Anahp, unidades de saúde particulares de Belo Horizonte, Belém (PA), Blumenau (SC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), João Pessoa (PB), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), estão com o abastecimento de oxigênio em situação crítica, sendo que 62,5% informaram que estão com estoque de até uma semana. 

Vinte e três hospitais responderam que têm estoque de anestésicos inferior ou igual a cinco dias. Além de Belo Horizonte, há instituições nessa situação em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, Atibaia (SP), Belém (PA), Bento Gonçalves (RS), Blumenau (SC), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Cariacica (ES), Serra (ES), João Pessoa (PB), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). 

Além de hospitais nas cidades citadas acima, unidades em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e Cariacica (ES), estão com falta de medicamentos para o kit intubação, como anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares. Ao todo, segundo a Anahp, 27 hospitais privados estão em situação crítica em relação ao kit, com estoque igual ou inferior a cinco dias. 

Nove dos 88 hospitais pesquisados afirmaram que não possuem ventiladores mecânicos suficientes para atender à demanda. 

“Os associados da Anahp, em um esforço emergencial, definiram a estratégia de acesso e estão realizando importações extraordinárias dos produtos em falta, com total apoio e agilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou procedimentos administrativos de modo a permitir as importações no menor tempo possível”, diz a associação.

“Diante do cenário crítico, a associação ressalta que realiza levantamentos constantes entre os seus associados, com o intuito de identificar aqueles que apresentam cenários mais graves em relação à falta de insumos. Assim, consegue informar o Ministério da Saúde sobre o desabastecimento dos insumos e contribuir com seus afiliados, reforçando o objetivo de enfrentar a doença e salvar vidas”, completa. 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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