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Estado de Minas RESTRIÇÕES

Associação de bares rebate decreto da PBH: 'Setor não é o vilão!'

Em nota, a Abrasel-MG criticou proibição de venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos de Belo Horizonte


04/12/2020 17:04 - atualizado 04/12/2020 17:32

Bares do Mercado Central ganharam espaço para colocarem mesas em plena avenida Augusto de Lima em adaptação aos protocolos de prevenção à COVID-19(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Bares do Mercado Central ganharam espaço para colocarem mesas em plena avenida Augusto de Lima em adaptação aos protocolos de prevenção à COVID-19 (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) lançou nota questionando a medida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) de proibir a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes, a partir da próxima segunda-feira (7). A decisão, segundo a PBH, visa conter o avanço do coronavírus na cidade.

 

Matheus Daniel, presidente da associação, argumenta que a prefeitura não está observando os seus próprios protocolos, que previam novas restrições apenas num cenário em que mais de dois indicadores indicassem situação de alerta. Ele ressalta que apenas a taxa de transmissão por infectado (Rt), que está em 1,05, está em nível amarelo de alerta. “Isso significa que a própria PBH não respeita os pré-requisitos que ela mesma determinou”.

 

Daniel avalia que as taxas crescentes nos casos de COVID-19 podem ser um reflexo do período eleitoral, em que eventos e atos de campanha ocasionaram aglomerações, e que os bares estão abertos desde agosto, o que traria, caso fossem os responsáveis, um aumento de casos já em setembro.

 

“A impressão que a PBH passa para a sociedade ao impedir a venda de bebidas alcoólicas é a de que o setor é o vilão responsável pelo aumento da COVID-19, o que não é verdade”, pontua.

 

Segundo a nota, a Abrasel sabe que há estabelecimentos que não cumprem as determinações sanitárias e defende campanhas de conscientização, fiscalização e punição efetiva para esses casos. A entidade pondera, entretanto, que o decreto levará falência a muitos empresários e, por consequência, desemprego a trabalhadores do setor.

 

Conforme o novo decreto publicado pela PBH nesta sexta-feira (4/12), padarias, lanchonetes, bares, restaurantes, cantinas, clubes, sorveterias podem continuar servindo alimentos para clientes no local, menos bebidas alcoólicas. A restrição também se aplica às feiras públicas ou licenciadas em propriedades públicas e privadas em Belo Horizonte. 

 

Confira a nota da Abrasel-MG:

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) recebe com grande indignação e surpresa a decisão da prefeitura de Belo Horizonte de proibir a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes, a partir da próxima segunda-feira (7/12). A medida, segundo a PBH, visa conter o avanço do coronavírus na cidade.

 

O presidente da entidade, Matheus Daniel, afirma que ao ser empossado como novo gestor da Abrasel-MG há 30 dias, fez questão de se colocar à disposição da prefeitura para que juntos pudessem construir ações em prol do equilíbrio da saúde da população e das empresas. “Vale lembrar que a própria prefeitura definiu as regras de flexibilização e segundo elas as restrições só aconteceriam se dois ou mais índices entrassem na faixa amarela ou vermelha, o que não é o nosso atual cenário. As taxas de ocupação de leitos de UTI e as de enfermaria estão no nível verde, ou seja, abaixo de 50%. Apenas o RT, taxa de transmissão por infectado, está em 1,05, nível amarelo. Isso significa que a própria PBH não respeita os pré-requisitos que ela mesma determinou”, pontua.

 

Matheus ainda afirma que o recente crescimento da taxa de transmissão da COVID-19 na capital mineira pode estar atrelado às aglomerações registradas durante ao período pré-eleitoral, marcadas pelo famoso ‘corpo a corpo’ de muitos candidatos com a população. “Os bares estão abertos desde meados de agosto. Se fossem eles os responsáveis por um repique de casos, este teria acontecido já na segunda quinzena de setembro ou início de outubro, o que não se concretizou. A impressão que a PBH passa para a sociedade ao impedir a venda de bebidas alcoólicas é a de que o setor é o vilão responsável pelo aumento da COVID-19, o que não é verdade”, pontua.

 

O presidente da Abrasel-MG compreende que bares de algumas regiões da capital mineira estão desrespeitando os protocolos. Ciente disso a associação iniciou há uma semana campanhas de conscientização dos estabelecimentos e clientes com o objetivo de contribuir com o trabalho da prefeitura. Matheus revela ainda que membros da fiscalização da PBH tinham conhecimento dessa campanha da Abrasel. “Inclusive hoje, está prevista uma ação de distribuição de informativos nos principais pontos de concentração de bares, pois acreditamos que a fiscalização deve existir e punir as empresas negligentes. Não é justo, porém, que o poder público, ao invés de cumprir a sua obrigação de monitorar todos os locais de aglomeração e penalizar os reais infratores, prefira sacrificar quem gera emprego e renda para a cidade. É preciso separar o joio do trigo”.

 

Por fim, Matheus acredita que esta decisão arbitrária, tomada de forma repentina e sem preocupação com o setor, irá quebrar milhares de empreendimentos, já que a restrição acontece em um período de feriado prolongado, quando os empresários estão com seus estoques lotados, gerando assim um impacto financeiro desastroso em um momento delicado. Muitos donos de bares e restaurantes já haviam feito reservas e comprado insumos para pequenos grupos que iriam confraternizar e agora não terão como devolver o dinheiro para os clientes. “Acreditamos também que esta restrição irá aumentar o número de eventos e reuniões clandestinas às quais a prefeitura não tem nenhum controle, nem como fiscalizar. Mais uma vez, deixamos a Abrasel-MG à disposição para juntos encontrarmos uma saída para salvar vidas das pessoas e dos negócios de nossa cidade”.

 

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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*estagiário sob supervisão do subeditor João Renato Faria


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