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Estado de Minas PANDEMIA

BH ultrapassa marca de 1,5 mil mortes por COVID-19

Capital mineira computou 11 óbitos por coronavírus nas últimas 24 horas e velocidade de transmissão do coronavírus segue na zona de alerta pelo segundo dia consecutivo


04/11/2020 18:03 - atualizado 04/11/2020 18:37

Belo Horizonte chegou a 1.505 mortes por COVID-19(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Belo Horizonte chegou a 1.505 mortes por COVID-19 (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

 

Belo Horizonte ultrapassou a marca de 1,5 mil mortes por COVID-19. Conforme o boletim epidemiológico e assistencial desta quarta (4), a capital mineira soma 1.505 óbitos pelo novo coronavírus, 11 a mais que no balanço anterior, divulgado nessa terça (3).

 

Quanto ao número de casos, a cidade chegou a 48.890 – uma diferença de 183 diagnósticos para o levantamento anterior. A cidade tem, além dos 1.505 mortos, 1.815 casos em acompanhamento e 45.570 recuperados. 

 

Além disso, ainda há 97 mortes em investigação para a COVID-19.

 

No levantamento por regionais, a Noroeste é aquela com o maior número de mortes: 195, 13 a mais que a Região Nordeste. Na sequência, aparecem Oeste (181), Venda Nova (179), Leste (169), Barreiro (165), Norte (148), Centro-Sul (145) e Pampulha (141).

 

Entre as pessoas que morreram vítimas da COVID-19 em Belo Horizonte, 843 são homens e 662 mulheres. A maioria dos óbitos, 82,5% (1.243), é formada por idosos. Outros 15,1% (227) foram de pessoas entre 40 e 59 anos; e 2,3% (34) entre 20 e 39 anos. Há, ainda, uma morte de paciente entre 10 e 14 anos.

 

Quanto à raça/cor, 50,6% das pessoas diagnosticadas com casos graves eram pardas, 28,2% brancas, 9,5% pretas e 0,8% amarelas. De acordo com a PBH, 10,8% não tem raça/cor especificada ainda.

 

Além disso, 97,5% dos óbitos são de pessoas com fator de risco, segundo a prefeitura. Apenas 38 mortes sem comorbidades: 31 homens e sete mulheres.

 

A idade, cardiopatia, diabetes, pneumopatia, obesidade, nefropatia e doenças neurológicas são as comorbidades mais comuns. 

Indicadores

Pelo segundo dia consecutivo, o número médio de transmissão do novo coronavírus por infectado está na zona de alerta. E no boletim desta quarta houve aumento no indicador: de 1,01 para 1,02.

 

 

 

Vale lembrar que o chamado fator RT vai para a fase amarela, a intermediária, a partir de 1.

 

A taxa de ocupação dos leitos de UTI também cresceu em BH: de 28,7% para 30,1%. Ainda assim, o parâmetro permanece na fase de controle, abaixo dos 50%.

 

 

 

Já a taxa de uso das enfermarias caiu em BH: de 27,7% para 27,1%.

 

Vale lembrar que a taxa considera apenas aqueles leitos dedicados à COVID-19, situados tanto na rede pública quanto na particular. 

 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir

Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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